Shapeshifting

Quando a delicadeza se mistura com a atitude, a vontade de transgredir e surpreender, o que pode dar? Um videoclipe lindo! Juntar bailarinas e NY parece ser a obsessão de alguns fotógrafos e artistas, mas dessa vez a diretora Crystal Moselle foi além e criou algo lindo pro vídeo da música ‘Shapeshifting’ do duo Color War.

Senti uma boa inovada, uma abordagem do empoderamento jovem feminino, uma releitura de como são as bailarinas hoje em dia. As três meninas que estrelam o clipe eram alunas do NY American Ballet Theater Summer e mostram uma superdesenvoltura – tanto na atitude, quanto na prática – diante das câmeras.

Pra gente ver, babar um pouquinho e sentir aquela saudade da Big Apple (já, já to chegando)!

Entrevista: Juliana Rocha

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Foto: Derek Mangabeira/I Hate Flash

A Ju é uma amiga-irmã e fotógrafa que eu admiro muito, doce e forte, uma gigante pra mim. Somos muito parecidas, mas também muito diferentes, as duas piscianas sonhadoras e sensíveis (♓), uma mais explosiva (eu), outra mais aérea (ela). Cearense que adotou o Rio como casa (ainda bem porque assim a gente se encontrou na faculdade!), ela arrasa nas fotos de street style e reportagens pro RIOetc e aos poucos tá descobrindo outros caminhos na fotografia como arte pra tocar seus projetos pessoais – voa, Ju ♡.

Você trabalha com street style há 5 anos ja. Viu alguma evolução/transformação no estilo do carioca e da galera que circula pela cidade?

Sim, o tradicional estilo despojado dos cariocas mudou muito de uns anos pra cá. Acho que além do conforto necessário pra enfrentar a cidade e o – calor -, vem sendo legitimada há algum tempo uma ousadia divertida no jeito de se vestir. Essa ousadia às vezes soa despretensiosa, mas na verdade é carregada de ideologias e vontades de mudar o mundo, quebrar de vez com regras e padrões – desconstruir. Algumas coisas parecem filhas do carnaval, mas vai ver é isso mesmo.

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Fotos: Juliana Rocha e Tiago Petrik

Como é apontar a câmera pra um estranho e fazer disso sua forma de captar uma essência, um estilo, uma representação? Conta um pouco do que vc sente ao fotografar na rua.

É o que eu mais amo no meu trabalho. quando eu olho pra uma cena e sei que ali eu estou captando algo único, que eu vou lembrar de uma cor, um movimento, um olhar, pra sempre. Porque a verdade é que é maravilhoso só quando ali tem uma mensagem verdadeira sobre si mesmo. conseguir perceber isso e captar na hora certa é muito gratificante. O fato de ser uma pessoa estranha deixa tudo mais mágico, porque é uma descoberta. é um momento rápido e íntimo, quando eu tô desvendando com todas as ‘armas’ que me cabem quem é aquela pessoa, o que ela quer dizer, onde ela é ais verdade, onde ela é mais mentira… não sei explicar, rs. Claro que essa sensação não acontece sempre, mas acho que é o que me comove em fazer retratos e encarar a moda mais como comportamento mesmo.

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Foto: Juliana Rocha

Quais as suas dicas pra quem quer começar a fotografar profissionalmente?

É importante estudar bastante a técnica, e se manter estudando. Mas eu diria que o principal é treinar o olhar mesmo, e isso só se faz clicando. Você tem que fazer, se criticar, aprender a mostrar pra outras pessoas e ouvir o que elas têm pra dizer, mostrar pro mundo quando você se orgulha de algo… não ter medo, clicar discretamente mas sem vergonha. Sempre que der! E nunca deixar uma foto passar… quando você vir algo que der aquela coceirinha no cérebro, pega a câmera. Eu acredito que as melhores fotos gritam o nosso nome.

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Foto: Juliana Rocha

Você também escreve superbem, conta um pouco da sua relação com as palavras:

Acho que eu quero ser escritora desde antes de aprender a ler. Uma das pessoas mais importantes da minha vida sempre esteve rodeada de livros e lia pra mim durante tardes inteiras. Desde pequena eu tenho um apego enorme aos livros (acumuladora!) e coleciono cadernos e cadernos meio escritos. Tenho poesias, desenhos, fragmentos de textos que eu nunca terminei. Eu vou escrever. Ainda não sei bem o que, nem como, mas eu não tenho dúvidas que esse desejo uma hora vai gritar meu nome.

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Foto: Derek Mangabeira/I Hate Flash

Seu instagram (@rochajuliana) bombou com o projeto de Copacabana e culminou em um livro de fotos lançado. Agora você está postando outro estilo de fotos. Já tem alguma nova abordagem pro seu perfil la ou ainda esta à procura de um novo projeto?

Estou tentando descobrir novos interesses. Comecei a fotografar bastante de câmera analógica. Quero desenvolver projetos em filme, mas ainda não sei bem o que. Eu tive um interesse de fotografar corpo, nudez. É mais por esse lado que eu estou indo… vamos ver!

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Fotos: Juliana Rocha

Quais seus fotógrafos e artistas favoritos?

Amo Edward Weston. Ruth Bernard – estou em uma fase esculturas. Brancusi, Giacometti, Renoir… tô fascinada por estudo de corpo e textura…

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Foto: Ruth Bernard

O que você acha imprescindível ter no armário pra montar looks cheios de personalidade?

Aí vai uma lista:

*Macacões. uns grandões, mais pesados, ou frouxos, são meus preferidos.
*Jeans daquele tipo que duram uma vida inteira, valem pra qualquer peça.
*Coisas da sua mãe/vó. Essas heranças que envolvem estilo, sentimento, memórias, coisinhas que ninguem vai achar igual por ai… AMO!
*Colares e pulseiras grandões. Aqueles que vc fica na dúvida, que acha que nunca vai usar, sabe? Sim, e você vai ficar maravilhosa.
*Amo coisas de linho, cortes retos…
*Acho que um óculos ‘forte’ levanta qualquer look.
*Peças brancas.
*Peças pretas.
*Chapéus. (Mas tá na hora de ir além do climinha boho, né?)

Imagem1Foto: Tiago Petrik

Você é de Fortaleza, então conta pra gente aquilo que você indica pra uma amiga fazer por lá:

Ir à praia do Futuro comer caranguejo. Acho imperdível! Conhecer o museu Dragão do Mar (gigantesco!) e as coisas por ali. É uma região portuária que está sendo revitalizada há seculos (não sei como ta agora).  Tem uma coleção legal sobre o ceará. A gastronomia também é um forte por lá, tem sorveterias mega diferentes, restaurantes orientais modernos… quase sempre tudo bem chique, rs. Tem um bar/boate lá que bomba desde que eu era adolescente, o Órbita. É moderninho e alternativo… até hoje meus amigos vão.

Aproveita e dá algumas dicas de Jericoacoara:

Tem que ir pra ficar pelo menos uma semana, entrar no clima da vila da praia, sem asfalto, experimentar restaurantes (tem mil maravilhosos! desde uns baratinhos até uns bem carinhos). Tentar fazer algum esporte por lá, tipo aula de stand up paddle, surf, kite, wind…. esporte a vela, bomba, é legal entrar no clima. E claro, ver o pôr do sol na duna. É realmente maravilhoso!

…….

O que mais ela vai aprontar? Tô louca pra ver (e fazer parte)!

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A Caixa Cultural, no Rio, é palco da exposição World Press Photo 2015. Nossa chance de ver retratos e séries fotográficas que mostram um pouco como foi o ano passado e o que tem acontecido pelo mundo. Tirei um tempo pra passar lá hoje e adorei. 

Vemos muitos retratos de pessoas e situações que nunca estiveram tão perto de nós, como os conflitos políticos e étnicos da Russia e do Oriente Medio, a poluição e censura na China, algumas curiosidades da natureza pelo mundo. A única foto no Brasil é a do Messi encarando desolado a Taça do Mundo no Maracanã. Achei sádico, hehe.

  
Uma das minhas fotos preferidas é essa aí em cima, que mostra uma escola pra “waria” – transgêneros femininos na Indonesia. Elas, que são marginalizadas pela sociedade, têm a chance de estudar o Islamismo, conhecer os estudos sobre transgêneros e fazer a leitura do alcorão. 

 

Outra foto marcante é a que ganhou o prêmio principal do World Press Photo 2015, e mostra um casal gay masculino num momento de intimidade reclusa na Russia, onde a repressão aos homossexuais vem crescendo. Tem poesia, cumplicidade e um certo desespero. 

se quiser conferir de perto, a mostra fica em cartaz até dia 21/6 na caixa cultural, no centro do rio. 

lições de tinta e spray

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O que grafiteiros renomados e escolas municipais têm em comum? Eles se juntaram pra ensinar o graffiti aos estudantes e, juntos, colorir os muros das instituições. Com curadoria do artista, Toz, baiano radicado no Rio de Janeiro, internacionalmente reconhecido e um dos fundadores do coletivo Flesh Beck Crew, o P.A.Z (Paredes Art Zone) é um projeto que vale conhecer!

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Idealizado pela franco-brasileira Elodie Salmeron, produtora cultural e diretora da Valeu Produções, o P.A.Z conta com a participação de três outros grandes nomes do graffiti além de Toz: Bruno Bogossian – o BR, Marcelo Jou – o Fins e Wark. Durante este mês vai rolar uma oficina de graffiti em quatro diferentes escolas municipais da cidade,pra incentivar a criatividade dos estudantes e levar às salas de aula mais sobre essa arte urbana.

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Bati um papo com o casal Toz e Elodie pra entender mais do projeto, vem saber:

Pra vocês, como a cultura do graffiti pode mudar a vida de uma criança que ainda está na escola?

Lolo: Muitos artistas graffiteiros, eram “estudantes problemáticos”, não gostavam de escola, não gostavam de estudar, começaram com pixação… E no final, se tornaram artistas reconhecidos que vivem da arte deles. Eles são um exemplo bem interessante pras crianças, mostrando que o importante é se esforçar, não desistir… se você se dedica a o que você gosta, você consegue e arrasa!

Toz: Acho que pode abrir novos caminhos, sim e fortalecer aqueles que já tem algum talento pro desenho. A ideia é colocar arte na vida deles. Isso faz bem pra qualquer um em qualquer idade.

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Como costuma ser a recepção das crianças quanto às aulas de grafite? 

Toz: É sempre muito calorosa. Nunca dei aulas em escolas particulares, mas nas escolas públicas e comunidades que passei sempre é uma festa. Todos querem tentar pintar e se expressar. Já passei por bons momentos. Os alunos são sempre intensos. Sei que as professoras sempre se impressionam com o desempenho dos alunos que em aulas normais são ruins e na aula de graffiti o empenho e interesse são enormes.

Toz, conta pra gente um pouco qual o sentimento que bate na hora de fazer um grafite em um muro da cidade?

Toz: Eu amo pintar na rua. Pra mim cada muro é especial. Sempre procuro os abandonados e esquecidos. Me sinto um soldado das cores na missão de colorir meus caminhos. Sempre uma emoção diferente, nunca vou me cansar de pintar na rua.

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Como enxergam o cenário do graffiti no Rio?

Lolo: O cenário no Rio é muito vivo, e bem misturado, entre letras, personagens e pixações. Muitas peças pintadas com sprays. Quem graffita um muro no Rio vai ganhar os parabéns dos pedestres ou até da policia, isso é a primeira coisa que reparei quando cheguei aqui. Este “apoio” ao graffiti permite se deparar com peças grandes e trabalhadas dentro da cidade: murais grandes, com muitos detalhes… Coisa que é rara de ver em Paris por exemplo, onde a repressão é tão forte.

Toz: Eu acho que o Rio está cada vez mais forte, tanto em evento como em artistas, hoje temos diferentes artistas e muita qualidade entre eles, do cara que só faz painel ao que só faz bombs nas ruas. O Rio cresceu e o graffiti aqui também. Tenho orgulho de participar e ver isso tudo acontecer, acho que hoje a cidade já faz parte da cena mundial do streetart.

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Quais os muros da cidade que são mais interessantes pra vocês e os eventos culturais de arte de rua em que vale marcar presença?

Lolo: Têm dois bairros históricos do graffiti no Rio: Jardim Botânico e a Zona Portuária. É só passear pelas ruas desses lugares que você vai ver muitos graffitis, uns bem velhos, outros novos. Fora disso, Santa Teresa é também um bairro bem grafitado. Não posso esquecer o painel de 2000 m2 na Praça Mauá. Para os eventos, recomendo os eventos do Flesh Beck Grill, que mistura tinta, burgers e musica, o melhor da cultura graffiti!

Toz: Eu atualmente tenho pintado perto da minha casa-ateliê, que fica em Santa Teresa. Mas para o lado do Catumbi. Lá existem muitos muros e pouca gente pintando, pelo menos por enquanto. Existem painéis clássicos como da Pedra do Sal (Zona Portuária) na sede da B2W e também o de Santa Teresa, na Rua Almirante Alexandrino, próximo ao Bar do Serginho (Curvelo). Tem também o murão do CAP, na Lagoa, e o do Jóquei também. Esses são os maiores e mais legais em minha opinião.

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fotos: reprodução

Ficou curioso pra ver o resultado desse projeto tão bonito? Fica ligado nos muros das escolas Benjamin Constant, no Santo Cristo, José Pedro Varela, na Pavuna, Paula Brito, na Rocinha e Pedro Ernesto, na Lagoa. Vai ter pintura, e alma, renovadas! ;)

 

publicado aqui.

o sal da terra

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Sebastião Salgado é uma força da natureza. Uma força silenciosa e totalmente visual.

Ele se move pela Terra revelando nela sua beleza, sua honra, sua desiguldade, seu amor e seu desespero.

É imortal pois sua sabedoria é eterna em suas fotos.

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Ele é muito mais que um fotógrafo…

É árvore pois plantou mais de um milhão delas pra reflorestar o lugar onde nasceu.

Já foi um leão marinho, um gorila e até uma baleia.

Depois de ler seu livro, ver uma exposição de suas fotos em NY agora pude ver o documentário sobre ele dirigido por Win Wenders e Juliano Salgado. Vale cada segundo, é bonito, é calmo, é de mexer a alma assim como cada experiência que nos aproxima um pouco do trabalho dele.

toca por aqui: corbin ‘spooky black’

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Quem curte Chet Faker e James Blake vai gostar desse som:

Corbin é um adolescente de 17 anos, de Saint Paul, Minnesota, EUA. Mesmo novinho, já lançou EP’s com o nome de Spooky Black, só que agora ele quer mesmo é ser chamado pelo nome e fazer um som com seu grupo de rap The Stand4rd.

thestand4rd12Corbin já lançou três EP’s e os que eu destaco são o Black Silk (que tem em Without U um dos grandes hits – é realmente uma das melhores músicas dele) e o Leaving (mais recente e o que mais curto, me parece mais bem trabalho e um pouco mais maduro, sabe?).

O som é melancólico, mas inteligente e interessante, com batidas que trazem um balanço suave. Daquelas músicas que a gente gosta de deixar rolando enquanto cria alguma coisa, enquanto tá com o namorado ou até sozinha num dia mais introspectivo. É um tipo de som que eu adoro, acho inspirador e denso e leve ao mesmo tempo!

Conheci primeiro a música e depois vi um dos clipes dele. Me surpreendi com a pouca idade, a atmosfera crua dos clipes e, claro, o jeito de se vestir. A estética informal e alternativa dos clipes passa uma inoncência irônica e, ao mesmo tempo, libertadora, afinal não é preciso gastar milhões em vídeos pra provar que faz música boa e alcançar sucesso.

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Em entrevista, Corbin conta que gosta de se vestir como um idiota, pra fazer as pessoas se sentirem menos babacas. Ainda diz que faz música pra agradar, mas não consegue ser muito positivo nas letras. Pra ele, seus álbuns passam um sentimento de isolamento, pois é assim que ele gosta, de ficar sozinho e ficar bem, se espiritualizando e crescendo assim. Entre os artistas que ele escuta estão Bjork, James Blake e Beirut.

Pequisando por aí encontrei algumas matérias interessantes sobre ele. Aqui tem um relato de uma pessoa que foi a um show de Corbin. E tem também uma entrevista pra revista i-D – dizem que ele não é muito de dar entrevista.

Então dá play aí em cima e depois me conta se curtiu! ;)

um drink com wes

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foto: @framboisejam

Isso mesmo, um dos meus diretores de cinema favorito, Wes Anderson, acabou de criar um bar pra chamar de seu. A obra-prima (sim, já tô apaixonada antes mesmo de visitar) fica na nova Fondazione Prada, em Milão, na Itália, e atende pelo nome de Bar Luce. fondazione-prada_bas-princen_1-cropped (Parênteses, pra quem não sabe: a Fondazione Prada é um complexo cultural que funciona desde 1993 na cidade e já foi palco de diversos projetos de arte, além de conferências. Literatura, música, cinema, arte, filosofia e ciência são alguns dos assuntos que movem a pesquisa e justificam a existência instituição.) 1_luce

fotos: @yiyihan123 e @wesandersoncollective

Com um projeto tão interessante, nada melhor do que ter um bar à altura por ali, né? Pois Wes foi o convidado a criar a atmosfera do ambiente. Sobre a empreitada, ele contou: “enquanto eu acho que o lugar ia ser um lindo cenário de filme, acho que seria ainda melhor pra escrever um filme. Tentei criar um bar onde eu gostaria de estar nas horas não-ficcionais”. 2_luce

fotos: @lisacorva, @involtinidipeperone, @marti_bi, @tony935

Inspirado nos cafés milaneses e no design italiano das décadas de 50 e 60, o bar tem na décor cores doces, móveis de fórmica, painéis de madeira folheados, além de telhado de vidro abobadado, como o da tradicional Galeria Vittorio Emanuele. 3_luce

fotos: @helloimde e @chiclebelle

O diretor ainda contou que a pesquisa se baseou também nas decisões artísticas que ele havia feito anos antes pro curta Castello Cavalcanti e em dois clássicos do cinema Neorrealista Italiano: Miracolo a MilanoRocco e i suoi fratelli. Ou seja, por ali não faltam histórias, referências e, pelas fotos, comidas e bebinhas deliciosas. 4_luce

foto: @tattletaleindia

No meu roteiro dos sonhos já temos uma próxima parada: Milão! Partiu? O bar funciona de 9 às 22h, então dá pra passar lá tanto pro café da manhã quanto pro drink no fim da noite. ;) publicado por mim aqui.

Além do mar, além da praia…

Um dia lindo no Rio

Fiz um roteiro bem gostoso pra curtir um dia de arte, comida boa e tranquilidade pelo Rio. Saiu na última edição da revista digital A Lagarta.

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Nada como começar o dia tomando aquele café da manhã, e quando a gente senta no Maya Café, numa rua super charmosa em Laranjeiras, não dá mais vontade de levantar. O cardápio reúne sucos, sanduíches, bolos, bruschettas e até pães fresquinhos da casa. É o tipo de café que eu vou e penso: “hum, queria ter um negócio assim”! No sábado, a gente ainda pode dar um pulo na feira da General, ali em frente, e garantir frutas e flores frescas pra casa, temperos variados, ouvir um chorinho e matar a sede com água de coco. Ah, e claro, fazer uns cliques.

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Com a alma bem alimentada e colorida, a gente vai sentido Túnel Rebouças e chega na Gávea (pra mim, o bairro mais tranquilo do Rio). É ali que fica o casarão chamado Instituto Moreira Salles, antiga residência que hoje é centro cultural dos bons, com direito a três salas de exposições, café e cinema. O projeto arquitetônico de Olavo Redig de Campos casou perfeitamente com o paisagismo de Burle Marx, e andar por ali é querer tirar uma foto a cada passo, querer olhar o céu e a natureza e perder a hora entre uma exibição e outra!

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Bateu a fome? A pedida é ir pra Botafogo, onde acabou de inaugurar o Naturalie Bistrô, restaurante charmoso que traz pra cidade um cardápio todo vegetariano e bem pensado, com alimentos orgânicos e superfoods que ajudam a gente a ficar mais saudável e em forma. Vale levar de lembrança a granola da casa, uma delícia. Ah, a chef de lá acabou de voltar de Nova Iorque, onde estudou na mesma escola de gastronomia que a musa das receitas saudáveis e inteligentes, Bela Gil. Ou seja, qualidade aprovadíssima!

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Novamente bem alimentada, é hora de ver mais arte e mais arquitetura de tirar o fôlego. A pedida então é ir na Casa Daros, que sempre tem na programação uma ótima mostra de arte contemporânea. Um momento de descanso no pátio observando as palmeiras e a vida que passa é essencial. Vale tomar um drink no Mira, restaurante da casa que também é de deixar qualquer um salivando com seu menu.

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O dia tá rendendo e o pôr do sol promete? Partiu mureta da Urca, que fica ali pertinho da Daros e tem um dos visuais mais incríveis da cidade. Além da Gávea, a Urca é um recanto lúdico do Rio, com a vantagem de ter a vista pro Cristo Redentor, pra Baía de Guanabara e também pra Niterói. Sentar ali na mureta e beber uma cerveja é de lei, esteja você com uma turma de amigos ou com seu amor. Papo vai, papo vem, o dia vira noite e você tem a sensação de ter vivido o melhor do Rio em algumas horas.

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Fotos: Luiza Chataignier

Endereços:

Maya café: Rua Professor Ortiz Monteiro, 15, Laranjeiras.

Instituto Moreira Salles: Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.

Naturalie bistrô: Rua Visconde de Caravelas, 11, Botafogo.

Casa Daros: Rua General Severiano, 159, Botafogo.

Bar Urca: Rua Cândido Gaffrée, 205, Urca.

o novo enfant terrible da frança

Imagem6 Jen Paul Gaultier será pra sempre l’enfant terrible da moda francesa, mas nem por isso vão deixar de surgir outros rebeldes à elegância parisiense.

Simon Porte Jacquemus, 24 anos, é um dos novos nomes que faz a moda de lá soprar bons ventos de inovação.

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Sua moda tem tons surrealistas, transgressores, que parecem botar abaixo toda aquela elegância certinha das mulheres francesas, trazendo um bem-vindo ar juvenil, imaturo e divertido.

Em entrevista à revista i-D, Jacquemus disse que não faz apenas roupas, ele conta histórias e imagina personagens. Influência dos anos em que trabalhou com Rei Kawakubo, da Comme Des Garçons, conhecida por traçar todo um universo em torno de suas criações e fazer uma moda-arte.

Fugindo da atmosfera certinha e perfeita que circunda muitas marcas na hora do desfile, Jacquemus diz que gosta de inovar e tirar o público da zona de conforto, seja com cenários inusitados ou uma maquiagem com ares cubistas, por exemplo (foto abaixo).

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“It’s a person who isn’t a man or a woman. It’s someone I dream of.” make de Sebastian Bieniek pra Jacquemus AW15 – a coleção se chama ‘L’enfant du soleil’.

Pra quem acha que o sonho só foi possível por ele vir de berço, Jacquemus conta que cresceu entre Marseille e Avignon, sul da França, em uma família de agricultores. A moda começou quando ele foi morar em Paris aos 18 anos e teve que se virar sozinho. Aos 19 anos e com 2mil euros no bolso trilhou seu caminho sozinho e agora se considera totalmente independente a cada estação. “O que acho excitante é ser livre”, conta o novo enfant terrible que, aliás, é um gato e tem um Instagram superartsy:

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Pra ficar de olho! ;)