a filha do açougueiro

Screen Shot 2015-07-03 at 2.07.22 PM A filha cresceu vendo o pai trabalhando quase todo santo dia no seu negócio, um açougue local com todos os tipos de carne, movimentado todos os dias, um comércio de confiança no bairro. Mas com o passar dos anos os clientes foram diminuindo… o pai não entendia o por quê, se perguntava o que estava fazendo de errado para perder tanta clientela. Não achava resposta, pois suas carnes continuavam sendo de ótima qualidade.

A filha, no entanto, via amigos e conhecidos cada vez mais interessados em alimentação saudável, orgânica e vegetariana, e percebia que o negócio do pai já não tinha mais apelo frente as novas formas de pensar e de viver dos tempos atuais. Era preciso se reinventar pra sobreviver. Assim, sugeriu ao pai que se aposentasse e deixasse o espaço do açougue pra ela, ela ia dar um jeito de criar algo novo que fosse lucrativo e em sintonia com a nova geração. Não sei se foi assim, mas podia ter sido: vem comigo conhecer o Butcher’s Daughter, restaurante em NY que, além de ter um espaço bem fofo, tem um cardápio interessante e maravilhoso pra quem é vegetariano. Screen Shot 2015-07-03 at 2.08.06 PM A missão do lugar é tratar frutas e vegetais como um açougueiro trataria as carnes: valorizando as opções frescas, cortando, esculpindo e criando os mais deliciosos ‘filés’ – só que, no caso, nenhum ali tem origem animal. O menu muda a cada dia, é separado com diferentes criações a cada horário (café da manhã, almoço, brunch e jantar) e só entra ingredientes 100% vegetarianos e sem lactose. A opção, claro, é por alimentos orgânicos produzidos localmente pra fortalecer os produtores locais. Screen Shot 2015-07-03 at 2.07.59 PM Como uma pessoa que adora lugares com paredes brancas, móveis de madeira rústica e muitas plantas misturadas a outros elementos com cara mais ‘industrial, só de olhar pro restaurante já quis sentar e provar. Mas descobri que o cuidado vai além da estética e isso é melhor ainda. Minha experiência por lá foi na hora do almoço em um dia de semana pra bater papo com uma amiga. Sentamos na mesa coletiva que fica dentro do espaço e optamos pelo mesmo sanduíche: Butcher’s Grilled Cheese. Prepare-se pra descrição (não leia se estiver faminto!): queijo cheddar vegano derretido, tomate, abacate, adzuki bacon (adzuki é um tipo de feijão da Ásia, delicioso) e manjericão. Ó só: Processed with VSCOcam with f2 preset Dicas: quer tomar um suco fresco, saboroso e misturado com alimentos que você nunca imaginou? Isso não é fácil de se achar por aqui, mas no BD dá pra encontrar muitas opções – os diferentes sucos são alguns dos carros-chefe da casa (mas têm um preço salgado se convertido..). Eles também têm uma lojinha ao lado do restaurante, que vende desde de azeite extravirgem a misturas que prometem ser remédios naturais pra dar um up no sistema imune ou atiçar o desejo sexual, por exemplo. A casa também oferece diferentes pacotes de detox com sucos (alguns com comida crua também), e no site, dá pra se cadastrar na mailing list do restaurante e receber ofertas, saber das novidades e ganhar convites pra eventos especiais, como as feiras que eles organizam. Screen Shot 2015-07-03 at 2.07.41 PM Quer conhecer de perto? Vai lá:

The Butcher’s Daughter 19 Kenmare St – New York

PS: lembrei do Naturalie Bistrô, no Rio, lembra?

respiro da semana

Tá com a agenda apertada mas quer ter seus momentos relax, pra ler, ver ou ouvir algo novo? Sei como é, por isso toda semana vou dar minhas dicas do que fazer bem rapidinho (ou não) pra alimentar a alma com cultura e otras cositas más.

– O Netflix é puro amor e acabou de lançar o documentário imperdível ‘What happened Miss Simone?’ sobre uma das maiores cantoras e pianistas que a gente já teve. É atordoante e inspirador, de se arrepiar em muitas cenas e conhecer com um pouco mais de profundidade a vida, os sonhos e os pesadelos de Eunice Waymoon, a Nina Simone. “Liberdade é não ter medo”, diz ela em uma – das várias – cenas tocantes.

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– Pra esquentar um pouco o clima, vale assistir ao vídeo ‘Lover’ de Will Hoffman e Julius Metoyer. Instigados a filmar cenas de sexo que fosse além daquelas bem mais ou menos da indústria cinematográfica e não tivesse a forçação do pornô, eles saíram em busca de casais em Los Angeles a fim de topar serem filmados na hora da transa. O resultado é, digamos, estimulante…

A série de fotos Amores Anônimos, criação da Dani Arrais do blog Don’t Touch My Moleskine com sua sócia Luiza Voll, tá recheada de novas fotos roubadas de casais pelas ruas de NY. Ah, a espontaneidade do amor… pra ver mais, é só correr no insta @amoresanonimos.

Have fun!

visita: frida no botanical garden de ny

Sabe quando você tem o prazer de descobrir que uma exposição que sempre quis ver está na mesma cidade de você? Isso que aconteceu comigo e Frida. Sempre quis ir pro México visitar sua famosa Casa Azul, mas ainda não rolou. Pelo menos tive a chance de conhecer o cantinho especial dessa pintora na exposição que tá rolando aqui em NY no Jardim Botânico do Bronx.

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Confesso que viagem do sul de Manhattan até lá foi um pouco longa, mas com o metrô expresso 4 nem foi tão devagar assim. Nunca tinha ido pro Bronx e foi curioso conhecer mais da vizinhança (ouvi muito espanhol por todos os lados, talvez seja por isso que Frida foi parar logo ali), que não é das mais turísticas mas tem esse incrível parque.

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No prédio principal a gente tem a chance de ver algumas pinturas originais da Frida – mas são bem poucas, cerca de 6 ou 7 se não me engano, e não pode fazer nenhum clique ali dentro. Vale muito a pena mesmo assim porque são quadros bem icônicos, como Self Portrait with Necklace of Thorns. Emocionante ver de perto toda a técnica, criatividade e sensibilidade aplicada nos trabalhos dela.

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Essa sala também reúne esboços de alguns dos quadros presentes – legal ver o que se manteve e o que mudou, ter um gostinho dos ‘bastidores’. Ah, esse espaço, além disso, exibe algumas lindas fotografias originais de Frida, de sua casa e dos amigos que a frequentavam. Muitas das fotos são de Nickolas Muray, fotógrafo que era uma visita bem constante na Casa Azul por ser um dos amantes da pintora. Babei porque muitas das imagens já tinha visto na internet, mas pessoalmente é outra coisa!

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Depois, a visita se estende a outra parte do parque, numa espécie de jardim de inverno onde eles recriam um pouco o ambiente da Casa Azul, onde o casal Frida e Diego viveu por quase 30 anos. Ali as paredes ganharam os tons azul e vermelho e a natureza uma boa dose de tropicalidade com as plantas mais queridas dos dois – a Instituição garante que estudiosos e botânicos fizeram um estudo minucioso pra reconhecer quais espécies o casal cultivava em seu jardim.

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Essa parte é um presentaço pra quem, como eu, é louco por esse tipo de vegetação… algumas folhas são tão lindas que fazem a gente ficar uns bons minutos olhando o ~design~, tentando o melhor enquadramento pros cliques. Vá com calma pra se perder nesse momento e deixar o olhar se encantar mais e mais com toda essa beleza.

Processed with VSCOcam with f2 presetFotos: @marivferrari

Depois de passar algumas horas na companhia de Frida a gente ainda pode estender o passeio às outra áreas do Jardim e continuar se surpreendendo com o paisagismo e a natureza. Não deu pra ver tudo porque o parque é bem grande, mas deu pra recarregar as energias e matar um pouco da saudade das terras tropicais. Quando bateu a vontade de descansar, a pedida foi sentar em um dos cafés e relaxar com uma delicia como muffin de cranberry… hum!

Vai lá:

Frida Kahlo – Art, Garden, Life – até 1 de novembro de 2015 – The New York Botanical Garden 

 2900 Southern Blvd., Bronx, NY 10458

botando a mão na massa… no brooklyn!

Quer aproveitar sua estadia em NY pra fazer um workshop, um curso de curta duração ou simplesmente passar algumas horas na companhia de desconhecidos aprendendo um novo hobby? Era isso que eu queria, e foi assim que conheci a Brooklyn Brainery, escola descolada que se propõe a ensinar os mais variados assuntos em encontros que podem durar uma tarde inteira, e se repetir, ou podem acontecer em uma única sessão – foi o caso do ‘Art of Collage’, workshop de 1h30 que fiz na semana passada.

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O lugar fica num bairro bem bonitinho, Prospect Heights, perto do parque de mesmo nome (bom pra deitar na grama e pegar um solzinho). É uma casa com o primeiro andar bem amplo, com espaço bem equipado. Por ali rolam workshops de arte, conversas sobre religião, aulas de culinária…e o que mais alguém quiser ensinar. O ótimo é que, em geral, os preços são bem amigos e o clima descontraído.

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Você não tá ali pra, necessariamente, virar um expert, mas sim pra botar a cabeça pra funcionar, meter a mão na massa e aprender algo novo. Sei que alguns lugares no Rio tem essa pegada também, mas a gente sente falta dessa programação super diversa e do preço amigo…

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Falando da minha experiência, a turma tinha cerca de 9 pessoas, distribuídas em 3 mesas, a professora (Azita Houshiar) começou com uma apresentação de alguns artistas e da história da colagem. Foi bom pra entrar no clima, anotar alguns nomes pra pesquisar depois e descontrair um pouco. A escola e a professora forneceram todo o material (papéis, revistas, outros materiais que poderiam gerar colagens interessantes, além de tesoura, cola), a gente só precisava deixar a imaginação fluir, deixar o pré-julgamento de lado e criar.

Curti o resultado do meu trabalho (dá pra ver um pouco nas fotos de detalhe do instagram), mas curti mais ainda perder o medo e me aventurar em algo novo. Alguns dias depois já voltei a recortar revistas e selecionar papéis… vem mais por aí. :)

fotos: reprodução

toca por aqui: leon bridges

O relógio mostrava que eram 22h, eu estava voltando de Coney Island com amigos num carro alugado, aquele cansacinho batendo, a noite linda lá fora, o vento entrando gostoso pela janela… começa a tocar uma música com um balanço bom, com uma voz masculina meio rouca, uma letra romântica-desesperada pensando em como fazer pra reconquistar um amor perdido (‘What can I do, What can I do, to get back to your heart?’). Foi assim que eu e Leon Bridges fomos apresentados. Muito prazer!

Coincidência ou não, meu amigo comenta que na mesma noite Leon estava se apresentando no Brooklyn com um show de ingressos esgotados. Numa rápida pesquisa, ali no carro mesmo, já descobri que Leon tem 25 anos, nasceu no Texas, acabou de lançar seu primeiro álbum, Coming Home (dá pra ouvir todo aqui), e sua próxima apresentação vai ser no Festival Glastonbury – aquele que rola na Inglaterra e a gente vê vídeos do público animado cantando e dançando debaixo da chuva com suas galochas enlameadas. Sinais de que o cara tá quente e promete. Por que será?

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Fui investigar. Cheguei em casa, abri um vinho e botei mais de Leon pra tocar. Aproveitei pra assistir seus vídeos no Youtube. A música e o vinho casaram perfeitamente… me fazendo tirar algumas conclusões. Leon tá conquistando a galera talvez porque suas músicas ressuscitem ritmos como soul e blues. Talvez porque sua voz passe doçura e força, assim como seu visual charmoso, um vintage bem alinhadinho. Talvez porque seus vídeos em preto e branco encantem os amantes de uma boa fotografia. Talvez porque os corações apaixonados estavam precisando de um novo muso, alguém da nova geração pra embalar as noites de amor.

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Em entrevista à i-D, Leon falou um pouco sobre o poder do soul: “I love the raw and imperfect quality it has. It’s cool when you listen to an old song from the ’50s and it gets offbeat for a minute or you hear things that aren’t consistent and it’s just so beautiful and raw. And I love that soul music back then was pure, you know? And I feel like singing that sort of style today makes me vulnerable.”

A música acima é uma homenagem de Leon à sua mãe, Lisa Sawyer. É de mexer com a alma. Quando vi esse vídeo do Sofar desejei muito ter estado lá pra ver. Pela cara da galera dá pra sentir que foi daquelas apresentações inesquecíveis.

Vi que ele volta a se apresentar em NY em outubro… quem sabe a gente se vê por lá? :)

visita: joshua liner gallery

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O curador do site The World’s Best Ever acabou de organizar a exposição All Types of Characters na Joshua Liner Gallery. É uma viagem pela mente de 30 artistas contemporâneos expressando seus sentimentos sobre identidade, beleza, papel social. Tem gente do Canadá, Dinamarca, e claro, EUA.

Fui conferir a abertura na semana passada e pela obra acima já dá para ver que vale o passeio. ‘Self Portrait as woman in Les Demoiselles d’Avignon by Pablo Picasso’, de Jaimie Warren é a minha favorita por transformar uma das pinturas mais emblemáticas da história da arte em um autorretrato super bem executado e com humor. Lembrou das mais diversas selfies que vemos online e que já viraram entretenimento – e business – de muita gente? Isso que a Jaimie fez é arte metalingusística, irônica e esperta da melhor forma.

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Esse trabalho de Christian Rex van Minnen parece uma fotografia, daquelas que te faz pensar ‘epa tem algo errado (e muito certo) aí’. Dá um soco no estômago e encanta ao mesmo tempo. Quem nunca se sentiu assim meio desconfigurado, torto, todo errado… mas ainda assim belo? Só que não é Photoshop não, essa é uma pintura a óleo criado com influências dos pintores holandeses, os renascentistas e os surrealistas. Coisa de mestre.

Abaixo, alguns outros trabalhos que destaco:

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Frohawk Two Feathers

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Richard Colman

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Timothy Uriah Steele

A arte é pra envolver seus sentidos e te fazer tirar suas próprias conclusões… então deixo aqui a dica desse passeio imperdível pra quem estiver por NY até dia 10 de julho!

Por essas e outras que amo essa cidade.

entrevista: poch me

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Ela era a peça mais renegada pelo mundo fashion há até pouco tempo. Mas, tcharan, como muitas outras coisas no ciclo da moda, aos poucos ela volta a ser querida, e agora com uma pegada mais cool do que nunca. Welcome back, pochete!

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E quem anda tornando esse item desejo novamente por aqui são as amigas Paloma e Thaissa, criadoras da marca Poch Me, que eu descobri e adorei. É hora de saber mais sobre essas meninas criativas e corajosas.

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Contem um pouco de cada uma de vocês!

“A gente se conhece desde pequenas, estudamos juntas nas mesmas escolas, mas a história toda se intensificou na época da faculdade. Enquanto a Thaissa é megamanual, detalhista e ama atuar na criação de produtos, modelagem, costura – todo o processo que envolve o desenvolvimento de uma peça -, a Paloma é completamente voltada pra criação de imagens, styling e comunicação. Nas horas vagas a gente ama cozinhar, sair pra dançar, se fantasiar sem precisar de desculpa alguma, e não dispensamos um karaokê!”, contam.

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As pochetes já foram motivo de vergonha e aversão pra muita gente. Hoje elas têm algo de cool. Quando e como vcs enxergaram essa mudança?

A gente confessa que sempre teve uma certa queda por coisas que provoquem estranheza, não é a opção mais fácil enxergar beleza no lado “bagaceiro, exagerado e brega” da vida, pois esse é um exercício que sempre amamos fazer: desconstruir ideias padronizadas pelo coletivo. Na verdade, a vontade de trazer as pochetes veio antes de percebermos o movimento da moda das ruas, nossa sorte foi que ele andou junto com a gente – e talvez isso tenha ajudado a tornar os mais diversos tipos de olhares sempre tão simpáticos aos nossos produtos!

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… Tudo começou quando a Paloma, em sua época preferida do ano, o carnaval, percebeu que muitas pessoas carregavam doleiras nos blocos de rua do Rio. Sem conseguir abandonar o lado de stylist, pensou que fantasias tão elaboradas mereciam algo a mais do que o aspecto desanimado do algodão cru… Foi aí que as pochetes logo vieram à cabeça, mas o formato já conhecido dos anos 80/90 não chegava aos pés das ideias que borbulhavam. Junto com a Thaissa, depois de uma viagem de referência, muita pesquisa de formatos e materiais, a POCH e sua coleção ‘Coisas Que‘ nasceu em plena sexta 13,  24 horas antes do primeiro jato de purpurina do Céu na Terra!

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… É claro que a gente sabia que os modelos teriam uma aceitação maior nessa época pelo lado lúdico. A nossa grande alegria e surpresa foi que muito mais gente continuou querendo e apostando, assim como a gente, na injeção de diversão que a POCH pode levar pro cotidiano – mesmo passados os dias de folia! E é esse nosso objetivo: a moda não precisa ser levada tão a sério com nó de gravata, a gente quer fugir do ‘mais do mesmo’ e da monotonia, a gente quer se divertir com isso, a gente quer que vocês se divirtam!

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De onde vocês tiram inspiração pros modelos, como é a coleção?

Estamos em nossa primeira coleção, ela se chama ‘Coisas Que’ e é composta por 13 modelos divididos em grupos: Coisas Que Crescem, Coisas Que Quanto Mais Melhor, Coisas Que Voam e Coisas Que Vivem na Água. A cada dia, a gente pensa em algo novo pra adicionar ou alguém pede pra fazermos seu objeto preferido. Pras próximas, continuaremos criando Coisas Que a imaginação permitir. Nossas inspirações estão nas mais diversas coisas do cotidiano, o importante pra virar POCH é essa tal coisa causar surpresa se vista desfilada nas cinturas por aí, como o modelo de Ovo Frito ou o Chifre de Unicórnio, por exemplo.

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Qual a música ou banda que tem tudo a ver com a atitude de quem veste a marca?

A atitude de quem veste uma POCH não se limita em nenhuma idade ou gênero e tem tudo a ver com o lúdico, com a fantasia, com o não se levar tão a sério. Isso vai embalado pelo se transformar desde fevereiro com “O Vira” de Secos e Molhados, passa pela coisa do SER na primeira pessoa do singular de “Chiquita Bacana” de Braguinha, cantada por Caetano, e vai até fevereiro do ano seguinte ao som de toda a liberdade cantada em “Age of Aquarius” de The 5th Dimension.

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Se pudessem dar uma pochete de presente pra qualquer pessoa do mundo, pra quem dariam?

Precisaríamos enviar pelo menos três, o modelo da Boca pro Dudu Bertholini, o modelo do Olho pra a Gaga e o modelo do Flamingo pra a Björk. São pessoas extremamente icônicas e representativas, que admiramos, nos inspiram e conversam muito com a nossa estética!

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Fotos: divulgação

Curtiu a ideia e quer ter sua Poch Me agora? Se liga no Instagram da marca e dá uma passada na Void General Store Leblon ou Barra, endereços onde as peças são vendidas.

Tô louca pra ter a minha – entrega aqui em NY?!

entrevista: hocus pocus

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Foi em uma quinta-feira à noite, num evento de amigos, que eu conheci a Hocus Pocus, cerveja artesanal criada pelo Pedro e o Vinícius. Além de adorar o sabor, curti a história por trás do projeto. Nada melhor do que entrevistar os caras e saber um pouco mais, né?

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De onde surgiu a ideia de lançar uma cerveja artesanal? E por que esse nome?

Em 2012, nós fizemos um curso de cerveja artesanal mais por curiosidade mesmo. Ficamos cerca de 2 anos tentando fazer cervejas cada vez melhores, vendo onde errávamos e estudando como consertar cada probleminha que aparecia nelas, mas ainda só por prazer, sem nenhuma pretensão de criar uma cervejaria…

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… A ideia de levar a sério veio quando ganhamos um concurso estadual de cervejas artesanais e ficamos em 2º. Começamos a pensar que talvez as pessoas não falassem bem da cerveja só porque eram nossos amigos, sabe? O nome vem de uma música que a gente gosta bastante da banda holandesa Focus. Os caras faziam umas performances absurdas ao vivo, e a gente acha que a atitude deles tocando tem um pouco a ver com a nossa fazendo cerveja.

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Conta um pouco sobre como é fazer a cerva ideal?

O que dá a característica de cada cerveja são os tipos de malte, de lúpulo e de fermento utilizados. Há uma infinidade de tipos e mudar um ingrediente já é o suficiente pra fazer uma cerveja completamente diferente. Há maltes que dão um gosto que lembra caramelo, lúpulos que dão aromas que lembram maracujá, abacaxi, pinho… e fermentos que podem dar um aroma que lembra cravo ou banana. Isso sem falar em outras coisas que podem ser colocadas nesse “chá”, como frutas. Já fizemos com café, whisky e cacau, que envelhecemos em carvalho, e estamos planejando com fermento de saquê, lichia, cardamomo e arroz de jasmin.

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E quais os tipos de cerveja que vocês criam?

Já fizemos mais de 40 tipos de cerveja diferentes em casa. As que mais gostamos passam por experimentos a mais pra chegar no que mais agrada e aí lançamos pro público. Hoje, a Hocus Pocus tem duas cervejas: A Magic Trap, uma Belgian Golden Strong Ale um pouco docinha, bem frutada e com 9% de teor alcoólico que fica bem escondido (por isso a gente sempre avisa que a cerveja é pesadinha, apesar de não parecer). Já a APA Cadabra é uma American Pale Ale feita pra ser bem refrescante e leve, um pouco amarguinha, com um aroma bem cítrico que vem dos lúpulos que escolhemos. Tem um cheiro que lembra bastante maracujá.

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A Hocus Pocus combina com qual clima, comida, tipo de música…?

Tudo que fazemos é pensando em passar um pouco das melhores experiências que já tivemos com cervejas. Então, a ideia é beber com a cabeça aberta, cercado das pessoas que você gosta, com a comida e a música que você prefere, ou seja, criando a melhor experiência que você queira. No nosso caso, as músicas que ouvimos hoje em dia e achamos que influenciou a cara da Hocus Pocus são de um pessoal como Samsara Blues Experiment, Radio Moscow, Moondog, Sun Ra, e outras coisas de stoner, psych, e prog rock.

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Como tem sido participar de eventos gastronômicos independentes, como Junta Local etc?

Esses eventos são incríveis. A gente conhece e trabalha ao lado de produtores artesanais de coisas tão diferentes como cogumelos, sorvetes, cachaça, brownies, todo mundo conhecendo muito bem e amando o que faz. A gente se sente sortudo de participar da Junta Local, que nos ajudou a descobrir que a gente realmente queria levar isso a sério.

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Além desses eventos, onde mais a gente consegue beber a cerveja?

Dá pra encontrar a Hocus Pocus em praticamente todos os bares que tem chopps artesanais aqui no Rio. O Botto, o Lupulino e o Escondido são alguns deles. A Comuna tem uma chopeira nossa lá na Bolha Editora, no segundo andar, assim como o Inverso Bar, em Botafogo, e o Refeitório, um restaurante ótimo na Lapa. O Lasai é o único restaurante que tem todas as nossas cervejas, incluindo as que ainda não foram lançadas nos bares.

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Quais os próximos planos?

Muita coisa boa vai acontecer em breve. Temos três cervejas pra lançar, uma delas em parceria com o Rafa Costa e Silva, chef do Lasai, e estamos planejando um evento pra mostrar criações nossas que não chegam aos bares, experimentos caseiros. Seria interessante outras pessoas provarem as cervejas experimentais que não foram lançadas ainda (e que talvez nunca sejam).

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Então… que tal aproveitar a noite e chamar os amigos pra provar essa novidade? ;)

yoga em nyc

há alguns meses voltei a praticar yoga, e vi como me fez bem diante dos novos desafios e do meu estilo de vida. isso porque já tinha praticado antes, mas não vivia na correria que vivi nos últimos anos. agora estou em outro ritmo, mas sinto como o yoga me ajuda a acalmar a mente, focar no presente, alongar e desafiar meu corpo, relaxar e suar, tudo na mesma hora.


chegando aqui aproveitei pra praticar em casa, mas na primeira oportunidade já perguntei pra uma menina que conheci e que disse que praticava onde era possível fazer aulas boas sem gastar muito. sem titubear ela me indicou o “yoga to the people”, local onde vc não precisa fazer matrícula, basta chegar na hora, usar seu mat ou alugar um por lá e fazer a aula. depois, no fim, vc contribui com o que puder ou achar justo. maravilha!


fiquei feliz de descobrir essa galera, porque me parece que essa é a melhor forma de disseminar e valorizar o ensino e a pratica do yoga. foi uma descoberta incrível e que tem tornado meus dias ainda melhores por aqui. e facilita a vida, porque a diversidade de dias e horários é bem grande, e os professores são simpáticos e bem didáticos.


pra quem se interessou, eles estão presentes em ny, São Francisco, berkeley e seattle. super vale trazer o mat na mala e praticar com eles quando estiver por aqui. sem frescuras e dificuldades! pra saber mais corre aqui no site oficial.

ainda quero testar outras aulas e lugares mas por enquanto me encontrei nesse. ❤️

obs: minha dica pra praticar no rio sao as aulas da @sasouza_yoga, no blyss, estúdio em ipanema que também tem um esquema maneiro pra novos alunos. 🙌🏽

todos empenhados num mundo mais zen?