Replay a look

Esqueça os estereótipos de brechó empoeirado e sem graça, ou do brechó de luxo recheado de itens internacionais. Abra-se para o novo: com criatividade e muitos seguidores no Instagram, novos brechós estão criando um mercado paralelo no Brasil.

A arte do garimpo não costumava ser muito presente por aqui. A cultura de moda majoritariamente mainstream não valorizava a representação de uma identidade própria, e era difícil vender a ideia de que roupas de outra época, já usadas por outras pessoas, poderiam criar looks interessantes. O trabalho de garimpar costumava ser para os ‘fortes’ – estudantes de moda, produtores e figurinistas.

Mas agora o cenário recebe um sopro de inovação com o uso criativo das redes sociais, o desejo de empreender e a moda se tornando cada vez mais livre e genderless. Se fortalecem os brechós criados por jovens que entenderam que, na era do Instagram, investir em um acervo de moda criativo, romper padrões estéticos e criar uma forte identidade nas fotos é o melhor marketing que podem ter. Assim, atraem seguidores em busca de um jeito único e relativamente barato de se vestir.

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O Brechó Replay é um desses cases de sucesso. Criado pelo casal Eduardo Costa e Gustavo Fogaroli, tem mais de 30mil seguidores no Instagram, rede social escolhida para divulgar fotos de editoriais bem mais ousados do que os produzidos pelas marcas tradicionais. O acervo do Replay é predominantemente 90’s e o styling das fotos é bem livre: homem veste peça feminina, mulher veste peça masculina, e os retratados, muitas vezes, não são modelos profissionais. Inspiração pura para quem não se vê mais enquadrado na visão de moda tradicional, cara e excludente. As visitas ao acervo em São Paulo são agendadas por e-mail ou pelo próprio Instagram.

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O estilo da um dia chamada ‘periferia’, que hoje conquista cada vez mais espaço, mostra seu poder no brechó Original Favela. Foi criado por duas amigas que, cansadas de seguir ordens e trabalhar para os outros, visualizaram o sucesso com seu próprio brechó. A vontade ia além de revender o estilo da moda de rua, era também valorizar a beleza negra. Emponderamento para elas é ter a liberdade de se vestir como quiser, abraçar seu estilo sem seguir tendências ou gastar muito em roupas. É possível comprar as peças pelo contato através do Instagram ou em um dos vários eventos de rua que o brechó participa em SP. Por enquanto o Original Favela tem cerca de 4 mil seguidores na rede social, mas tudo indica que vai crescer mais e mais.

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Com uma pegada hipster e sustentável o Boutique São Paulo vende peças usadas e também de fabricação própria. O conceito é incentivar a produção local e reutilizar peças que já vestiram outros corpos, por isso a atenção com a seleção e bom estado das peças é importante para eles. O Instagram reúne cerca de 30 mil seguidores e é alimentado com fotos de looks próprios, imagens inspiracionais e muitos detalhes dos acessórios. Por lá, encontramos muitas peças de jeans, tons pastel, moletons e t-shirts bordadas. As vendas são feitas pelo e-commerce.

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Nesta época de recessão na economia brasileira, o brechó é uma santa ajuda para todos: os consumidores, que encontram cada vez mais opções boas e baratas para traduzir suas identidades em looks únicos; os jovens empreendedores, que encontram um nicho de mercado e podem aos poucos irem criando seus negócios sem depender de empregadores; e, claro, o meio-ambiente, pois o reaproveitamento gera menos desperdício. E isso nunca sai de moda.

Videoteca

Dois vídeos pra inspirar a mulherada a buscar sua essência e estilo próprio na hora de se representar no mundo, seja com o make, a roupa, a linguagem ou tudo isso junto.

Campanha da marca Make up forever com a revista i-D.

Série da tatuadora e ativista Grace Neutral também com a maravilhosa i-D.

Quem ainda não abriu a cabeça tá de bobeira…

Matcha Fever

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Os new yorkers adoram saber qual o mais novo superfood do momento, e o Matcha – pó de chá verde com mais nutrientes concentrados – conquista cada vez mais espaço nos cafés descolados. Tanto que acabou de ganhar uma casa só para ele no Soho!

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Cha Cha Matcha abriu as portas na Broome Street (Downtown Manhattan) este mês e, pelo cardápio e a decoração com vibe tropical-hipster, tem atraído um público jovem na pausa da correria. Quem chegar mais pra sentar e ficar horas trabalhando no laptop também tem vez – as mesinhas redondas são um charme à parte, e o menu inclui lanchinhos glúten free e até café da hypada La Colombe.

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Pedi um coconut milk matcha latte gelado nessa manhã de verão… confesso que o sabor não é como de um cappucino ou chai tea, mas o amarguinho vale a pena pelos benefícios do Matcha: tem cerca de 130 vezes mais antioxidantes que o chá verde, é rico em vitamina c, selênio, cromo, zinco e magnésio, diminui o colesterol e o nível de açúcar no sangue, é anti-cancerígeno…

Na parede um cartaz diz :::: 1 cup of Matcha = 10 cups of green tea❤

Pois é, pelo que dizem o Matcha é praticamente milagroso, vamos acreditar, porque a fé ajuda nos benefícios (haha).

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Dizem que os sócios do café se conheceram estudando na NYU e foram até o Japão encontrar os melhores produtores de chá. A paixão pelos ingredientes japoneses fez o menu ir além dos cafés e lattes e também contar com drinks que levam feijão vermelho e yuzu (fruta cítrica originária do leste asiático).

Vai lá:

Cha cha Matcha

373 Broome St – NY

Os encantos de Florença

Seguindo a trip pela Itália, pegamos um trem de Roma para Florença. Era domingo de Páscoa, e a cidade estava bem mais lotada do que imaginávamos. O percurso de táxi da estação até nosso apartamento alugado pelo Airbnb durou um pouco mais do que o normal, pois o caminho estava desviado devido aos eventos do feriado. Mas tudo bem, a cidade é pequena e o trânsito flui bem mesmo assim.

Se você ama flores, plantas nas janelas, pontes antigas, cantos interessantes e ruas tranquilas para fotografar, se prepare, porque Florença é cheia delas. A Ponte Vecchio (na primeira foto deste post) é a mais antiga da cidade, era um importante ponto de comércio quando foi construída e até hoje tem diversas lojas vendendo joias e ouro.

A Duomo de lá é a maior igreja que já vi. Bem bonita, toda em mármore. Uma surpresa que surge do nada enquanto você caminha pelas ruazinhas… e mesmo não sendo católico, você vai se impressionar. Por dentro também é interessante.

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Para ver arte sacra, clássica e do Renascimento, visite a Galeria degli Uffizi – onde se vê quadros como O nascimento da Vênus de Botticelli – e a L’Accademia – onde fica o maravilhoso David, de Michelangelo.

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A melhor parte para mim é falar de restaurante e comida. O Yellow Bar conquistou meu coração com seu risoto de camarão e essa sobremesa com frutas e um creme tipo chantilly (não é Pana cotta). As massas e o vinho da casa também eram muito bons. Nas duas vezes que fui rolava uma fila de espera, mas como é grande, costuma ir rápido. O atendimento em ambas as vezes também deixou a desejar, não por falta de simpatia, mas porque o staff parecia pequeno pro tamanho do local.

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O Café Amblé foi uma boa surpresa. Vi no Instagram do blog “Grazie a te” e resolvi ir na penúltima noite por lá.

Roma amor

Roma é mais do que eu pensava ser. Muito mais. O início da Primavera no fim de março me pareceu uma ótima época para visitar a cidade. Ainda faz frio, mas bem menos do que no inverno, o que te permite caprichar no look e caminhar muito pelas ruas sem sofrer com o calor – dizem que o verão por lá é terrível!

Muitos indicam se hospedar no bairro Trastevere, mas quando fui reservar estava tudo lotado. No fim achei até melhor, porque acabei me hospedando no bairro Campo de Fiori, mais turístico mas mais central. (Dica: Town House – bem localizada, staff atencioso, quarto aconchegante e banheiro ótimo).

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Campo de Fiori é bonito, na praça principal com o mesmo nome do bairro rola uma feirinha de alimentos todo dia, boa para comprar aquelas frutas que os italianos não comem no café da manhã – os hóteis geralmente servem só café, chá ou cappuccino e um croissant ou sanduíche de pão branco. Para quem procura se alimentar com fibras e opções veganas, dar uma passada no mercado ou na feira é fundamental!

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Indico Campo de Fiori porque a localização te permite ir a muitos lugares a pé ou em alguns minutos por ônibus ou tram. Se ficar por ali, não aconselho comprar o Roma Pass pois você mal usa transporte. É legal ir andando e se perdendo nas ruazinhas bonitas, observando as lojas, cafés e igrejas do caminho…

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Viajar a primeira vez para Roma é fazer passeios clichê, mas que são uma delícia pois vemos a história frente a frente. Tem que ir ao Coliseu, subir no terraço do monumento a Vittorio-Emanuelle, esbarrar com milhares de turistas na Fontana di Trevi (e ficar imaginando a gravação de La Dolce Vita ali)…

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…ir nas praças Navona e di Spagna, ficar de cara com a beleza do Pantheon e passear da super arborizada Vila Borghese até a Piazza del Popolo – dica: vale começar o dia pelo Macro, museu de arte contemporânea, e depois ir andando para o parque.

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Claro, uma das melhores coisas para se fazer na Itália é comer. Às vezes me apaixonava tanto pelo lugar que preferia voltar nele do que testar um novo. Nos 5 dias por lá, esses foram os restaurantes que mais gostei:

  • Cantina e cucina – comida muito boa, porção bem servida e serviço atencioso (foto abaixo).
  • Mario’s – jeitão de restaurante familiar, comida ótima e bem servida, serviço meio corrido.
  • Ops Veg – surpresa maravilhosa, um templo pra quem ama salada e quer fugir do glúten por um dia.
  • Sorveterias espalhadas pela cidade – Venchi e Grom.
  • aT – naturebinha com sucos e smoothies maravilhosos, perto do Pantheon.

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O bairro Trastevere também é muito gostoso. Tem clima boêmio e é perfeito para se perder andando pelas ruas. Cada esquina reserva uma surpresa, seja pelo comércio ou pelas paredes com texturas únicas e marcas do tempo especiais…

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…um lindo bairro para fotografar e muito. Por ali também fica o Jardim Botânico, que eu queria ter conhecido – afinal, quem vai para Roma para ver planta (EU!), mas só tive tempo pra uma foto:

Logo mais, posts com minhas dicas sobre Florença, fica de olho😉

Videoteca: novo clipe da Céu

Tem clipe novo da Céu! E ela anunciou que o lançamento do próximo CD, chamado Tropix, está previsto pro dia 25/3. Bateu uma curiosidade por aqui…

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Enquanto isso, a gente curte um p&b com efeitos na vibe ‘se sentindo desajustada’. A música, Perfume do invisível, mistura batidas agitadinhas com a voz inebriante da cantora e letra bonita que remete altos/baixos num relacionamento.

Ah, já tive a chance de entrevistar a Céu há uns 2 anos. Foi rápido, mas deu pra sacar mais sobre a personalidade dela… vem ler aqui!

Bons links Astrologia (março)

Enquanto eu não me profissionalizo na Astrologia – quem sabe um dia -, deixo por aqui alguns sites (além da Susan Miller, hehe) que produzem conteúdo bom com previsões mensais. Março é meu mês e eu tô feliz de sentir a vibe melhorando, pois o começo do ano foi tenso.

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Foto: reprodução

Obs: astrologia não é oráculo nem destino, é a leitura da energia cósmica que pode ser útil para te ajudar a tomar decisões e entender o que está vivendo e sentindo. Pra mim, faz parte de um processo de autoconhecimento e expansão de consciência.

Arruma que passa

A mágica da arrumação nunca tinha dado as caras aqui em casa, bagunça e apego a coisas desnecessárias costumava ser motivo de insatisfação e brigas familiares desde a minha infância. Até que minha irmã deu de presente para minha mãe o livro da japonesa Marie Kondo. Aquariana (bagunceira!), e teimosa que só, ela nem leu, já eu (ascendente em virgem) decidi dar uma chance pra esse livrinho de capa simpática e leitura rápida. Afinal, nada melhor do que começar o ano fazendo uma limpeza de verdade, na casa e na alma.

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O livro fala sobre o método criado pela autora Marie Kondo, uma fanática por arrumação desde a infância, que depois de testar diversos esquemas de ordenação acabou criando o seu próprio jeito e, com ele, um curso tido como essencial para quem quer se livrar do desnecessário e manter a vida em ordem pra sempre.

A cada página a gente percebe que de ‘mágica’ a verdadeira arrumação não tem nada, ela está mais ligada a autoconhecimento do que qualquer milagre. O método de Marie une segmentação (em vez de começar por ambientes, separar a missão por categorias, como roupas, fotos, livros, etc), atitude radical (ela chama de ‘acontecimento especial’: entre na missão de arrumar e vá até o fim de uma vez só sem ficar deixando temas para depois) e desapego sincero (segure cada objeto e pergunte ‘isso me traz felicidade?’; se a resposta for não, desapegue).

Dica essencial: faça isso sozinha, não deixe sua família ver, alguém sempre vai dizer: ‘ah, mas esse vestido eu posso usar em tal ocasião’… Não. “Selecionar e descartar seus pertences é um processo contínuo de tomada de decisões baseadas nos próprios valores. O ato de descartar aprimora a capacidade de decidir(…) É o ato de analisar cada peça que muda nossa mentalidade”, escreve Marie. Então escolha o que te faz bem e pronto. O resto você recicla ou doa a quem realmente precisa.

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O ‘acontecimento especial’ pode durar alguns dias e te fazer jogar fora, ou doar, diversos objetos que não tinham sentido de estarem em casa. Com isso, o ambiente fica mais limpo e leve, restando apenas aquilo que te faz bem e é necessário. Depois disso, claro, é preciso manter a vida em ordem com uma ‘organização diária’, bem simples, que consiste em usar algo e colocar de volta no seu devido lugar quando terminar. (Aquarianos tem dificuldade nisso, hahaha. #implicante)

Esses hábitos ajudam a gente a ficar mais focado, perder menos tempo procurando objetos, e o melhor, aumentam incrivelmente a nossa sensação de contentamento. O desejo de comprar diminui profundamente, e depois de selecionar e manter aquilo que a gente realmente adora, passamos a sentir que temos tudo o que precisamos. Parece ser um bom caminho para tão sonhada paz…

Destaco mais algumas passagens:

“Arrume as coisas na vertical e evito empilhá-las por dois motivos (…) quando fazemos pilhas, aumentamos as chances de acumular coisas (…)  e é difícil ter acesso aos itens que ficam na parte de baixo da pilha.”

“Um dos deveres de casa que dou aos meus clientes é que procurem valorizar o que possuem”.

“Embora possamos conhecer a nós mesmos refletindo sobre nossas características e ouvindo o que as pessoas pensam de nós, acredito que a melhor ferramenta de autoconhecimento é a organização de nossas coisas”.

Curiosidade: Por aqui, não segui à risca o método de imersão, fui selecionando áreas do armário e gavetas pra limpar. Aos poucos me desapeguei de muitos cadernos antigos, livros, agendas, fotos e roupas (algumas eu doei e outras coloquei à venda no Enjoei – funciona!).

A sensação é de que, assim como não nos ensinaram a respirar, comer e dormir (texto ótimo sobre isso aqui), também não nos ensinaram a consumir e descartar com consciência, além de organizar e valorizar o que temos. O livro de Marie faz bem sim. A leitura é fácil de ser feita na praia, no ônibus… por isso vale muito ler, mesmo que seja para mudar só o seu quarto. No final, você vai ver que a transformação foi mais profunda do que imaginava!😉