Matcha Fever

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Os new yorkers adoram saber qual o mais novo superfood do momento, e o Matcha – pó de chá verde com mais nutrientes concentrados – conquista cada vez mais espaço nos cafés descolados. Tanto que acabou de ganhar uma casa só para ele no Soho!

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Cha Cha Matcha abriu as portas na Broome Street (Downtown Manhattan) este mês e, pelo cardápio e a decoração com vibe tropical-hipster, tem atraído um público jovem na pausa da correria. Quem chegar mais pra sentar e ficar horas trabalhando no laptop também tem vez – as mesinhas redondas são um charme à parte, e o menu inclui lanchinhos glúten free e até café da hypada La Colombe.

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Pedi um coconut milk matcha latte gelado nessa manhã de verão… confesso que o sabor não é como de um cappucino ou chai tea, mas o amarguinho vale a pena pelos benefícios do Matcha: tem cerca de 130 vezes mais antioxidantes que o chá verde, é rico em vitamina c, selênio, cromo, zinco e magnésio, diminui o colesterol e o nível de açúcar no sangue, é anti-cancerígeno…

Na parede um cartaz diz :::: 1 cup of Matcha = 10 cups of green tea❤

Pois é, pelo que dizem o Matcha é praticamente milagroso, vamos acreditar, porque a fé ajuda nos benefícios (haha).

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Dizem que os sócios do café se conheceram estudando na NYU e foram até o Japão encontrar os melhores produtores de chá. A paixão pelos ingredientes japoneses fez o menu ir além dos cafés e lattes e também contar com drinks que levam feijão vermelho e yuzu (fruta cítrica originária do leste asiático).

Vai lá:

Cha cha Matcha

373 Broome St – NY

Os encantos de Florença

Seguindo a trip pela Itália, pegamos um trem de Roma para Florença. Era domingo de Páscoa, e a cidade estava bem mais lotada do que imaginávamos. O percurso de táxi da estação até nosso apartamento alugado pelo Airbnb durou um pouco mais do que o normal, pois o caminho estava desviado devido aos eventos do feriado. Mas tudo bem, a cidade é pequena e o trânsito flui bem mesmo assim.

Se você ama flores, plantas nas janelas, pontes antigas, cantos interessantes e ruas tranquilas para fotografar, se prepare, porque Florença é cheia delas. A Ponte Vecchio (na primeira foto deste post) é a mais antiga da cidade, era um importante ponto de comércio quando foi construída e até hoje tem diversas lojas vendendo joias e ouro.

A Duomo de lá é a maior igreja que já vi. Bem bonita, toda em mármore. Uma surpresa que surge do nada enquanto você caminha pelas ruazinhas… e mesmo não sendo católico, você vai se impressionar. Por dentro também é interessante.

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Para ver arte sacra, clássica e do Renascimento, visite a Galeria degli Uffizi – onde se vê quadros como O nascimento da Vênus de Botticelli – e a L’Accademia – onde fica o maravilhoso David, de Michelangelo.

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A melhor parte para mim é falar de restaurante e comida. O Yellow Bar conquistou meu coração com seu risoto de camarão e essa sobremesa com frutas e um creme tipo chantilly (não é Pana cotta). As massas e o vinho da casa também eram muito bons. Nas duas vezes que fui rolava uma fila de espera, mas como é grande, costuma ir rápido. O atendimento em ambas as vezes também deixou a desejar, não por falta de simpatia, mas porque o staff parecia pequeno pro tamanho do local.

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O Café Amblé foi uma boa surpresa. Vi no Instagram do blog “Grazie a te” e resolvi ir na penúltima noite por lá.

Roma amor

Roma é mais do que eu pensava ser. Muito mais. O início da Primavera no fim de março me pareceu uma ótima época para visitar a cidade. Ainda faz frio, mas bem menos do que no inverno, o que te permite caprichar no look e caminhar muito pelas ruas sem sofrer com o calor – dizem que o verão por lá é terrível!

Muitos indicam se hospedar no bairro Trastevere, mas quando fui reservar estava tudo lotado. No fim achei até melhor, porque acabei me hospedando no bairro Campo de Fiori, mais turístico mas mais central. (Dica: Town House – bem localizada, staff atencioso, quarto aconchegante e banheiro ótimo).

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Campo de Fiori é bonito, na praça principal com o mesmo nome do bairro rola uma feirinha de alimentos todo dia, boa para comprar aquelas frutas que os italianos não comem no café da manhã – os hóteis geralmente servem só café, chá ou cappuccino e um croissant ou sanduíche de pão branco. Para quem procura se alimentar com fibras e opções veganas, dar uma passada no mercado ou na feira é fundamental!

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Indico Campo de Fiori porque a localização te permite ir a muitos lugares a pé ou em alguns minutos por ônibus ou tram. Se ficar por ali, não aconselho comprar o Roma Pass pois você mal usa transporte. É legal ir andando e se perdendo nas ruazinhas bonitas, observando as lojas, cafés e igrejas do caminho…

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Viajar a primeira vez para Roma é fazer passeios clichê, mas que são uma delícia pois vemos a história frente a frente. Tem que ir ao Coliseu, subir no terraço do monumento a Vittorio-Emanuelle, esbarrar com milhares de turistas na Fontana di Trevi (e ficar imaginando a gravação de La Dolce Vita ali)…

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…ir nas praças Navona e di Spagna, ficar de cara com a beleza do Pantheon e passear da super arborizada Vila Borghese até a Piazza del Popolo – dica: vale começar o dia pelo Macro, museu de arte contemporânea, e depois ir andando para o parque.

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Claro, uma das melhores coisas para se fazer na Itália é comer. Às vezes me apaixonava tanto pelo lugar que preferia voltar nele do que testar um novo. Nos 5 dias por lá, esses foram os restaurantes que mais gostei:

  • Cantina e cucina – comida muito boa, porção bem servida e serviço atencioso (foto abaixo).
  • Mario’s – jeitão de restaurante familiar, comida ótima e bem servida, serviço meio corrido.
  • Ops Veg – surpresa maravilhosa, um templo pra quem ama salada e quer fugir do glúten por um dia.
  • Sorveterias espalhadas pela cidade – Venchi e Grom.
  • aT – naturebinha com sucos e smoothies maravilhosos, perto do Pantheon.

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O bairro Trastevere também é muito gostoso. Tem clima boêmio e é perfeito para se perder andando pelas ruas. Cada esquina reserva uma surpresa, seja pelo comércio ou pelas paredes com texturas únicas e marcas do tempo especiais…

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…um lindo bairro para fotografar e muito. Por ali também fica o Jardim Botânico, que eu queria ter conhecido – afinal, quem vai para Roma para ver planta (EU!), mas só tive tempo pra uma foto:

Logo mais, posts com minhas dicas sobre Florença, fica de olho😉

Videoteca: novo clipe da Céu

Tem clipe novo da Céu! E ela anunciou que o lançamento do próximo CD, chamado Tropix, está previsto pro dia 25/3. Bateu uma curiosidade por aqui…

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Enquanto isso, a gente curte um p&b com efeitos na vibe ‘se sentindo desajustada’. A música, Perfume do invisível, mistura batidas agitadinhas com a voz inebriante da cantora e letra bonita que remete altos/baixos num relacionamento.

Ah, já tive a chance de entrevistar a Céu há uns 2 anos. Foi rápido, mas deu pra sacar mais sobre a personalidade dela… vem ler aqui!

Bons links Astrologia (março)

Enquanto eu não me profissionalizo na Astrologia – quem sabe um dia -, deixo por aqui alguns sites (além da Susan Miller, hehe) que produzem conteúdo bom com previsões mensais. Março é meu mês e eu tô feliz de sentir a vibe melhorando, pois o começo do ano foi tenso.

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Foto: reprodução

Obs: astrologia não é oráculo nem destino, é a leitura da energia cósmica que pode ser útil para te ajudar a tomar decisões e entender o que está vivendo e sentindo. Pra mim, faz parte de um processo de autoconhecimento e expansão de consciência.

Arruma que passa

A mágica da arrumação nunca tinha dado as caras aqui em casa, bagunça e apego a coisas desnecessárias costumava ser motivo de insatisfação e brigas familiares desde a minha infância. Até que minha irmã deu de presente para minha mãe o livro da japonesa Marie Kondo. Aquariana (bagunceira!), e teimosa que só, ela nem leu, já eu (ascendente em virgem) decidi dar uma chance pra esse livrinho de capa simpática e leitura rápida. Afinal, nada melhor do que começar o ano fazendo uma limpeza de verdade, na casa e na alma.

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O livro fala sobre o método criado pela autora Marie Kondo, uma fanática por arrumação desde a infância, que depois de testar diversos esquemas de ordenação acabou criando o seu próprio jeito e, com ele, um curso tido como essencial para quem quer se livrar do desnecessário e manter a vida em ordem pra sempre.

A cada página a gente percebe que de ‘mágica’ a verdadeira arrumação não tem nada, ela está mais ligada a autoconhecimento do que qualquer milagre. O método de Marie une segmentação (em vez de começar por ambientes, separar a missão por categorias, como roupas, fotos, livros, etc), atitude radical (ela chama de ‘acontecimento especial’: entre na missão de arrumar e vá até o fim de uma vez só sem ficar deixando temas para depois) e desapego sincero (segure cada objeto e pergunte ‘isso me traz felicidade?’; se a resposta for não, desapegue).

Dica essencial: faça isso sozinha, não deixe sua família ver, alguém sempre vai dizer: ‘ah, mas esse vestido eu posso usar em tal ocasião’… Não. “Selecionar e descartar seus pertences é um processo contínuo de tomada de decisões baseadas nos próprios valores. O ato de descartar aprimora a capacidade de decidir(…) É o ato de analisar cada peça que muda nossa mentalidade”, escreve Marie. Então escolha o que te faz bem e pronto. O resto você recicla ou doa a quem realmente precisa.

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O ‘acontecimento especial’ pode durar alguns dias e te fazer jogar fora, ou doar, diversos objetos que não tinham sentido de estarem em casa. Com isso, o ambiente fica mais limpo e leve, restando apenas aquilo que te faz bem e é necessário. Depois disso, claro, é preciso manter a vida em ordem com uma ‘organização diária’, bem simples, que consiste em usar algo e colocar de volta no seu devido lugar quando terminar. (Aquarianos tem dificuldade nisso, hahaha. #implicante)

Esses hábitos ajudam a gente a ficar mais focado, perder menos tempo procurando objetos, e o melhor, aumentam incrivelmente a nossa sensação de contentamento. O desejo de comprar diminui profundamente, e depois de selecionar e manter aquilo que a gente realmente adora, passamos a sentir que temos tudo o que precisamos. Parece ser um bom caminho para tão sonhada paz…

Destaco mais algumas passagens:

“Arrume as coisas na vertical e evito empilhá-las por dois motivos (…) quando fazemos pilhas, aumentamos as chances de acumular coisas (…)  e é difícil ter acesso aos itens que ficam na parte de baixo da pilha.”

“Um dos deveres de casa que dou aos meus clientes é que procurem valorizar o que possuem”.

“Embora possamos conhecer a nós mesmos refletindo sobre nossas características e ouvindo o que as pessoas pensam de nós, acredito que a melhor ferramenta de autoconhecimento é a organização de nossas coisas”.

Curiosidade: Por aqui, não segui à risca o método de imersão, fui selecionando áreas do armário e gavetas pra limpar. Aos poucos me desapeguei de muitos cadernos antigos, livros, agendas, fotos e roupas (algumas eu doei e outras coloquei à venda no Enjoei – funciona!).

A sensação é de que, assim como não nos ensinaram a respirar, comer e dormir (texto ótimo sobre isso aqui), também não nos ensinaram a consumir e descartar com consciência, além de organizar e valorizar o que temos. O livro de Marie faz bem sim. A leitura é fácil de ser feita na praia, no ônibus… por isso vale muito ler, mesmo que seja para mudar só o seu quarto. No final, você vai ver que a transformação foi mais profunda do que imaginava!😉

 

Visita: Exposição Frida Kahlo

Depois de passar por São Paulo, a aguardada exposição Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México chegou ao Rio, mais precisamente na Caixa Cultural, no Centro. Fui lá semana passada e confesso que não amei. Não sei se estava num mal dia, mas não achei emocionante como esperava (há uns 6 meses vi uma outra expô dela e me conectei muito mais). A sensação era de apenas estar olhando um catálogo de obras da Frida misturadas com obras de outras pintoras surrealistas e contemporâneas a ela. Faltou algo.

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Os curadores fizeram o esforço de reunir alguns figurinos inspirados na artista, numa sala onde também podemos ver algumas fotos históricas de Frida. Isso deu um toque mais pessoal, de fato. Mas fiquei com vontade de mais! Talvez porque me veio à memória as aulas de Surrealismo que cursei em Lyon 3, fiquei tentando lembrar de todos os pequenos significados que meu professor buscava desvendar em cada pintura da Frida e de outros. Senti falta de ler sobre ou ouvir alguém conectando as imagens com as histórias pessoais da artista – que vivia sofrendo de amor ou de doença, mas sua força para produzir era louvável – e com outros embalos que cada símbolo (uma planta, um desenho, um animal) trazem.

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Aula com esse professor de novo, pra mim, provavelmente nunca mais, porém a gente ainda pode tentar entrar no universo da mexicana através do filme e das peças que vez ou outra pintam por aqui. (Lembro de quando devia ter uns 15 anos e vi uma com a Rosa Maria Murtinho, fiquei tocada com tanto drama na vida da pobrecita, mas também impressionada com a capacidade de dar a volta por cima.)

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Por isso, sim, vá ver, mas se quiser mergulhar mais profundamente busque a visita guiada ou outras fontes de conhecimento – livros (o diário dela tá na wishlist), estudos sobre, etc. A expô fica em cartaz até 27 de março.

The space in between

Musa da performance contemporânea, Marina Abramovic, ataca novamente e desta vez em terras brasileiras. Para quem não lembra, ela esteve por aqui em abril passado, e além de ocupar o Sesc em SP, pode rodar por algumas cidades em busca do ‘espaço entre’ – esse lugar onde se fica totalmente vulnerável, aberto aos ensinamentos do destino. O resultado a gente poderá ver em maio nas telonas.

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Acho muito interessante uma performer de mega destaque na arte contemporânea mundial estar interessada na diversidade da nossa cultura e da nossa natureza. Não apenas filmando ou fotografando essa realidade, mas indo além, numa abordagem meio antropológica, vivenciando, aprendendo e ensinando – a si e até a nós mesmos, que às vezes nem estamos ligados no tanto de poder que emana daqui.

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Marina veio buscar lugares de poder, trocar energia, testar realidades paralelas, saber mais sobre entidades, cultos e religiões. Vivenciou fortes e diferentes emoções, e também dores. É não é assim que uma pessoa cresce? No trailer ela explica sua missão: ‘como ajudar a expandir a consciência através da arte’?

O documentário foi dirigido por Marco Del Fiol e selecionado para um dos mais importantes festivais dos Estados Unidos, o SXSW – South By Southwest, sendo o único título não norte-americano entre os dez concorrentes da mostra Documentary Feature Competition, que teve mais de 1000 inscritos nesta edição. Chega em maio no Brasil.

Ansiedade a mil por aqui!

 

A arte de Mickalene Thomas

Mickalene estudou arte no Pratt Institute e em Yale, e é fortemente inspirada pelos gêneros clássicos da pintura de retrato, paisagem e natureza morta. O pintor Manet e o fotógrafo Malick Sidibé são algumas da suas influências. Juntando tudo isso à sua herança da cultura negra ela retrata mulheres fortes e fala de ideais de beleza, emponderamento, feminilidade, essência, transgressão.

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Além de produzir pinturas e colagens, Mickalene também é amante da fotografia, e claro, com as mulheres negras como objeto de observação das suas lentes. Ela cresceu vendo a mãe, modelo, participar de desfiles e começou a criar sua estética fotográfica a partir daí. E é isso que podemos em Muse: Mickalene Thomas Photographs, até março na Fundação Aperture, em NY.

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Nessa série de trabalhos podemos nos encantar com o universo kitsch – cheio de fascinação e, por que não?, elegância -, representando mulheres que são fortes e cheias de beleza real, mas que não têm o ‘ideal de beleza’ preferido pela mídia e a publicidade. Até quando?

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Não pude conferir ao vivo, mas pelas fotos vemos que a exposição reúne fotografias em larga escala e até reproduz alguns dos ambientes usados/criados para os trabalhos da artista.

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Curiosidade pop: é dela também a foto do álbum True, da musa Solange Knowles.

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Aqui dá para ver o livro feito sobre a exibição e neste outro link dá pra ler uma entrevista bacana pra Interview Magazine, sobre uma outra série de trabalho exibida em 2014.