entrevista: the summer hunter

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Adoro tudo que é solar, alegre, divertido, inspirador e livre. Por isso vai curtir com a gente essa novidade: The Summer Hunter, site onde o conteúdo mostra que, seja onde for, a vibe do verão dura o ano inteiro. Conversei com Ricardo Moreno, idealizador do projeto, e Mariana Caldas, editora, dois apaixonados pela estação mais quente (em todos os sentidos) do ano. Vem saber:

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Como surgiu a ideia de lançar o site?

Ricardo: Depois de um ano sabático, em 2013. Eu estava com três dos meus melhor amigos passando uma temporada em uma ilha na Sardenha chamada San Pietro. Foram os dias mais lindos, alegres e reconfortantes da minha vida. Com amigos queridos, praias lindas, comida fresca e muito amor. Quando parti, pensei: preciso fazer disso a minha vida e inspirar e estimular as outras pessoas a sentirem o mesmo. Ali, me dei conta de que eu só era feliz debaixo do sol. E resolvi que queria ter um estilo de vida ‘summer hunting’.

E o que espera com ele?

Ricardo: Inspirar pessoas e marcas a espalhar uma mensagem positiva. Mais do que um site de notícias sobre o verão, queremos ser a marca que mais entende de verão no mundo. E queremos estar em todas as partes: parcerias de produtos com outras marcas que compartilhem nossos valores, festivais de música, pop-up hotel em diferentes lugares, guias de viagem focados na estação… O site é só a pontinha do iceberg ;)

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Quantas pessoas estão envolvidas no projeto?

Ricardo: Somos um grupo bem enxuto. A Mariana Caldas, que além de editora do site é fotógrafa e responsável pelos lindos ensaios de fotos. Temos dois colunistas, o Sergio Roveri, que é um dramaturgo premiadíssimo, dono de um texto irretocável. Ele tem uma coluna que só fala mal do verão – é o nosso contraponto. Também temos de colunista a Carolina Reymúndez, uma jornalista argentina que está sempre na estrada descobrindo novidades para nós (e, claro, para outros veículos da américa latina e europa). E também alguns colaboradores ao redor do mundo: cerca de 5 ou 6. Em maio o novo site entrará no ar, aí sim teremos muitas outras novidades. Mal podemos esperar para que chegue maio.

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Dá pro público colaborar de alguma forma?

Ricardo: No Instagram (@thesummerhunter) vocês podem usar a hastag #thesummerhunter toda vez que postarem uma foto linda, solar, não necessariamente na beira do mar. ;)

Por que o verão é a estação favorita de tanta gente?

Ricardo: O verão é a mais esperada, alegre, sexy e inspiradora estação do ano. É no verão que a gente conhece pessoas novas, descobrimos novas músicas, nos divertimos mais e cuidamos mais do nosso corpo É no verão que a gente procura e encontra novas maneiras de aproveitar a vida e viver um novo amor. É no verão que a gente acha novas maneiras de ser feliz.

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Qual a lembrança mais inesquecível do verão pra vocês?

Ricardo: a primeira lembrança que tenho é tomando banho de esguicho e comendo (e me lambuzando) de Chicabon com minha família na praia.

Mariana: uma viagem pra Chapada Diamantina que fiz ano passado. Mas tenho muitas memórias lindas dos verões da minha infância, era muito gostoso passar as férias jogada na casa de praia do meu avô em Cabo Frio ou então mergulhando e vivendo altas aventuras com meu pai no Rio ou em Búzios. Muito amor.

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O que vocês mais adoram no verão do Rio e de SP?

Ricardo: A Mari é do Rio mas mora em São Paulo. Vive na ponte aérea ou viajando pro litoral de SP. Ela é uma verdadeira summer hunter. Eu sou de Curitiba, quem sabe até por isso o sol sempre foi muito importante para mim, já que ele mal dá as caras por lá. Verão no Rio, para mim, por incrível que pareça, nem é estar na areia: é andar de bici no finzinho do dia e ou ver os primeiros raios de sol na Lagoa; é tomar suco e andar sem pressa pelo Leblon; é curtir a noite de chinelo e copo de cerveja na mão no Baixo Gávea; ou ir de carro para uma praia mais distante e longe da muvuca. E ficar lá, lagarteando até cansar.

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Qual os próximos destinos hypados pro próximo verão no Brasil e no mundo?

Ricardo e Mariana: A gente anda bem obcecado com a América Central. Nicarágua, na minha opinião, vai ser o grande destino. Há novos hoteis, como o Tribal e o Maderas Village, e uma cultura de luxo sem ostentação, de consumo consciente, que a gente compartilha muito. Fora isso, as pequenas ilhas dos mares Tirreno e Baleares são destinos certos. E ainda gasta-se muito pouco pra comer e dormir bem lá.

Se apaixonou pela ideia também? Dá play nesse vídeo-manifesto superinspirador e vem visitar o site (não esquece o protetor solar, hein? haha).

um pouco de lá, um pouco de cá

dica pra quem quer curtir um cinema no feriado: o filme brasileiro ponte aérea. dirigido por julia rezende, com caio blat e leticia colin como protagonistas, o longa conta a história de um casal, ele artista plástico carioca, ela uma publicitária paulista. como água e vinho os dois se complementam e se apaixonam. uma mistura boa com direito a muita emoção, e ressaca, é claro.

a fotografia e a direção de arte do filme têm aquele toque bem jovem e dinâmico. o roteiro mostra duas realidades bem diferentes de cada cidade, a boemia do rio e o fervo capitalista paulista. mas, como um recorte, pode cair numa visão clichê, a de que pelas bandas de cá a galera só ouve samba e fuma um, enquanto por lá tá todo mundo preocupado em fazer dinheiro e ostentar um padrão de vida luxuoso. sabemos que não é bem assim, mas pra marcar bem os personagens a diretora se vale dos clichês, por que não?

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o engraçado é como me vi um pouco em cada um dos papéis… me peguei rindo com a pressa de amanda, preocupada em cumprir deadlines e não perder voos… e superconectada também (a gente se fala no face!). mas me vi também na vontade de bruno de fazer diferente, ter seu projeto pessoal e pensar na arte como trabalho livre. e qual ser humano que já se apaixonou não vai se ver na DR que rola nas cenas finais do filme? difícil existir um.

seja qual for o seu lado, seu jeito, vale ver, pra rir e quem sabe até chorar.

uma praia com nome de flor

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Férias é bom pra viajar, seja onde for, perto ou longe, cidade ou praia. E aproveitei alguns dias pra (re)conhecer a Praia do Rosa, em Santa Catarina, que fica a 80km ao sul de Floripa, num trajeto muito tranquilo a se fazer de carro. (Re)conhecer porque já tinha ido lá uma vez por poucos dias numa viagem onde visitei algumas praias do litoral Sul, há uns 9 anos. Desta vez foi completamente diferente, o foco era conhecer todos os encantos possíveis da Rosa e curtir com calma.

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Antes de embarcar, dei uma pesquisada na internet e não achei muitos posts inspiradores. Alguns com dicas de pousadas e restaurantes, mas nada que fizesse muito jus ao encanto que se encontra por lá. Vou tentar passar um pouco dessa delícia que é a Praia do Rosa neste post… tarefa difícil, mas vamos lá.

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Pra começar, ela leva Rosa no nome, mas poderia ser qualquer outra espécie. Lá é o paraíso das flores, muito coloridas, delicadas, de diversas formas e tamanhos. Um espetáculo pra quem gosta de observa-las… Toda casa e pousada que se preze tem uma trepadeira no muro, e uma flor bem radiante crescendo livremente pelo jardim.

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Com 3 quilômetros de extensão, a Praia do Rosa também pode ser muitas. A de quem vai surfar, a de quem só vai tomar sol, a de quem vai fazer SUP na lagoinha que tem saída pro mar, a de quem vai ficar no lado Norte (onde bate menos vento e tem uma trilha pra Praia Vermelha), a de quem vai sentar num dos restaurantes a beira-mar (mas super escondidinhos atrás das dunas).

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A minha foi a de quem fica no lado Norte, onde o vento não estava batendo tão forte e de onde sai a trilha pra praia ao lado. O caminho é mágico, com muitas plantas e flores lindas, poucos momentos de mata fechada, a maioria é na encosta, o que garante uma vista incrível e muita vontade de fazer vários cliques pelo percurso.

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Mas se não faltaram flores na viagem, uma coisa eu senti falta: uma variedade de restaurantes abrindo à tarde e à noite pros turistas. Muitos ficam fechados durante a semana. Ok, deve ser porque o movimento é mais fraco, mas mesmo fim de semana achei pouco variado. E os preços muitas vezes eram de cidade grande. Não gostamos do thailandês que tem por lá e todos os posts que eu tinha lido indicavam. É caro, simples e pouco criativo.

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Se a duração da sua estadia e o tempo permitirem, pegue a estrada e vá conhecer as praias vizinhas, como Ferrugem, Guarda do Embaú, Silveira… não tive tempo desta vez, mas já conheço e sei que vale muito a pena! :)

Boa viagem, e se tiver mais dicas, fique à vontade pra compartilhar nos comentários.

 

 

 

 

o futuro é ☼ ♥ ☾?

Um teclado de computador que permite o usuário escrever sua mensagem apenas com emojis? Sim, essa criação já existe e está em fase de testes. Achei fofo e mucho loco. Dá play pra ver:

The Emoji Keyboard by Disk Cactus from Consortium for Slower Internet on Vimeo.

Pro pessoal do ótimo site de pesquisa Tab, emoji veio pra ficar e está mudando nossa forma de se comunicar. Leia a matéria completa aqui.

Vai negar que é muito bom usar carinhas, desenhos engraçados e símbolos pra dar mais emoção à mensagem escrita? Em tempos que ninguém mais aguenta falar no telefone, os emojis são sim uma mão na roda pra humanizar a conversa.

nudez com poesia

O trabalho do fotógrafo chinês Ren Hang é desafiador e instigante. Pra começar, ele se contrapõe ao Governo pra poder fazer cliques de nudez ao ar livre. Apesar de ser visto como um transgressor em seu país natal, em NY, onde expõe atualmente, e em outros lugares do mundo, Ren encontra cada vez mais espaço e admiradores da sua arte.

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Suas fotos têm atitude e seu olhar encontra enquadramentos que valorizam e fazem  dos corpos verdadeiras esculturas, sejam eles de homens ou mulheres. É um erotismo poético, zero apelativo, que ao mesmo tempo que parece brutal é também doce. A mistura com plantas deixa tudo mais encantador e nos passa a sensação de mimetismo entre homem e natureza.

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Forte e sensível. Pra saber mais da exposição dele em NY, corre aqui.

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Em uma casa de pé direito bem alto e paredes brancas, numa rua tranquila de Botafogo, fui conhecer o novo restaurante que promete entrar no roteiro de quem ama comida vegetariana, saudável feita com muito carinho, sabor e know-how.

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Muito prazer, Naturalie Bistrô! O restaurante tem cardápio mutante que varia de acordo com a sazonalidade e qualidade dos alimentos, que são de preferência orgânicos e comprados de pequenos produtores locais. Afinal, pra nutrir de verdade e satisfazer o nosso corpo, a comida tem que estar com tudo em cima! Então, nada de usar o legume ou a fruta se ele não estiver bom…

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A sabedoria e o cuidado nas escolhas do restaurante ficam por conta da chef Nathalie Passos, que cursou Gastronomia aqui, mas sentiu falta de aprender certas coisas e correu pra complementar o estudo em NY, na Natural Gourmet (mesmo lugar onde a Bela Gil estudou). A experiência de trabalho no restaurante Ravens, na Califórnia, também ajudou a moça a se achar e descobrir o que queria fazer da vida quando voltasse pro Brasil.

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E, coincidência ou não, o lugar ideal parece que já tava escrito nas estrelas: vira e mexe a Nathalie ‘namorava’ uma sorveteria num casarão lindo, que acabou ficando vago um pouco antes dela voltar ao Brasil. Foi a oportunidade de abrir um negócio onde ela queria, e do jeito que ela queria, conciliando tudo que aprendeu e acreditava. Coisa do destino! ♥

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A decoração que antes ficava travada pelo grande balcão de sorvetes agora dá espaço a mesinhas de madeira, estantes, quadros com menu escritos com giz e até a um mesão, que propõe o encontro inesperado e a conversa entre quem ali escolhe se sentar. Tudo planejado de perto pela Nath e a mãe (ô família parceira!).

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O segundo andar abriga um espaço mais lúdico com revistas e itens de decoração garimpados na Anthropologie, também em NY (paraíso!). Fofo descobrir que a Nath é fã da Kinfolk magazine, uma revista que capricha nas fotos quando o assunto também é gastronomia. Tanto que você pode folhear um exemplar por lá! :)

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O cardápio inclui delicinhas como bruschettas (com ricota de cabra da Latteria Gialla, fornecedor exclusivo do Naturalie que vira e mexe vende suas produções na Junta Local), feijoada veggie (com farofa de cenoura, huuum) e lasagna de abobrinha (ao molho de tomate da casa!). As sobremesas também são de dar desejo: brownie de amêndoa e cacau 100% e crumble integral de maçã são algumas delas. A casa ainda tem sucos com misturinhas pensadas pela chef, podendo ser complementadas com superfoods como chia, linhaça e matchá.

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Além dos pratos, o Naturalie também fabrica a própria granola, que é bem balanceada quando o assunto é ingredientes: aveia, castanhas, gojiberry e outras coisitas más aparecem na mesma quantidade. Uma ideia eco-friendly também norteia a venda do produto: você leva o pote com a granola e quando precisar de refil é só voltar lá com o mesmo vidro.

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Fotos: Luiza Chataignier

Eu poderia ficar mais alguns parágrafos contando como é delicioso e animador provar as delícias do Naturalie, mas o bom mesmo é você ir lá conferir ao vivo e esbarrar com a Nath, a melhor pessoa pra falar sobre todo o amor que existe por trás do projeto. Passa lá!

Naturalie Bistrô: R. Visconde de Caravelas, 11 – de 2ª a sábado, das 11h30 às 16h.

publicado por mim aqui.

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Um candidato talentoso, mas nada óbvio parar pegar com força e paixão um legado desafiador. 8 semanas pra fazer uma coleção de moda de uma das marcas mais observadas e reconhecidas no mundo todo. Sim, isso coube ao estilista belga Raf Simons em sua estreia na Dior, e ele fez história encarando tudo de frente.

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Um dos lançamento mais esperados do cinema de moda de 2015, o filme Dior & I vai mostrar os bastidores de toda essa história, quando Raf assumiu o cargo de diretor criativo na saída de Galliano em 2012. Algumas falas e cenas me deixaram com aquele frio na barriga, tipo quero ver agora:

Raf diz, “i have an idea, but its very extreme”…. e a edição corta pras costureiras e modelistas confabulando sobre o que vai ser. No final do trailer, temos um gostinho das relações de carinho e confiança que se estabelecem entre quem cria e quem executa num trabalho criativo e desafiador como esse .

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E mais: “i want it to be dinamic, because i find women very dinamic”.  Assista pra entender a expectativa: