dior, raf e todos nós

Um candidato talentoso, mas nada óbvio parar pegar com força e paixão um legado desafiador. 8 semanas pra fazer uma coleção de moda de uma das marcas mais observadas e reconhecidas no mundo todo. Sim, isso coube ao estilista belga Raf Simons em sua estreia na Dior, e ele fez história encarando tudo de frente.

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Um dos lançamento mais esperados do cinema de moda de 2015, o filme Dior & I vai mostrar os bastidores de toda essa história, quando Raf assumiu o cargo de diretor criativo na saída de Galliano em 2012. Algumas falas e cenas me deixaram com aquele frio na barriga, tipo quero ver agora:

Raf diz, “i have an idea, but its very extreme”…. e a edição corta pras costureiras e modelistas confabulando sobre o que vai ser. No final do trailer, temos um gostinho das relações de carinho e confiança que se estabelecem entre quem cria e quem executa num trabalho criativo e desafiador como esse .

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E mais: “i want it to be dinamic, because i find women very dinamic”.  Assista pra entender a expectativa:

a marca do futuro

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Ok, o título pode ser ousado, mas essa é a marca que tem a ver com o que quero pra, pelo menos, o meu futuro. Estou falando da Reformation, que fabrica roupas com tecidos reutilizados e de origem eco-friendly, além de estabelecer processos de produção que levam em conta e tentam minimizar o impacto na natureza (exemplo: gasto com água e produção de CO2).

Além de ter muitos pré-requisitos que não ajudam a exaurir ainda mais o meio-ambiente, as roupas da Reformation me parecem irresistíveis. São de um cool sem esforço, elegantes mas levemente sensuais, e fico encantada tanto com os lisos quanto com os estampados. Ali, não existe um macrotema de coleção. A ideia é fazer a peça que a pessoa quer usar, a utilidade e beleza da roupa é o que realmente importa, e não o conceito que criam por trás dela. Pra se ter uma ideia, segundo o site, um croqui de vestido demora no máximo 1 mês pra virar um produto nas araras da loja.

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Não bastasse isso tudo, a comunicação é esperta, irônica e cheia de humor. Já recebi um e-mail marketing dizendo coisas do tipo “roupas pra quem quer ficar na moda e ter grana pra comer”, #dontcallmecute (roupas pra meninas mignon, baixinhas), e “the obvious collection”. Comunicação inteligente e verdadeira me pega na hora! Claro, e o preços costumam ser justos, alguns vestidos custam, no máximo 298 dólares.

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A criadora da marca, Yael Aflalo, contou em entrevista que o start pra mudar o modo como as coisas vinham sendo feitas veio da sua experiência no mercado de trabalho da moda. Cansada de ver desperdício e passada com as condições de trabalhadores em fábricas de países como China, Yael fechou sua antiga marca, reformulou tudo e, em 2009, fundou a Reformation com essa nova pegada e duas lojas, uma em LA, outra em NY.

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Aos poucos e organicamente ela conquistou uma boa clientela e também chegou nas estrelas: Rihanna, Miley Cyrus e Taylor Swift são algumas das famosas que vestem Reformation. Yael contou que o cuidado com a modelagem é extremo: ela e mais outras pessoas da equipe provam mais de uma vez todas as roupas, pra ter certeza de que a peça vai funcionar.

Quer marca mais desejável que essa? Pra mim isso é o verdadeiro luxo!

Agora só falta conferir de perto em algumas das lojas nos EUA. ;)

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– Pra ler a entrevista completa.

– Pra fazer um tour pela fábrica (linda).

com a boca no trombone

a atriz que mereceu o prêmio e falou bonito na cerimônia do oscar 2015. boyhood é um filme que levanta diversos questionamentos sobre a vida de uma criança até a fase adulta, sobre os formatos de famílias, e nos faz relembrar de fases que marcaram personalidade que hoje temos. me identifiquei em muitas partes do filme, em outras vi algumas diferenças, e tudo isso faz a gente se encontrar e se questionar. pra mim, merecia mais prêmios no oscar, mas pelo menos esse rendeu um agradecimento super interessante! #letsgogirls

e mais:

12 mulheres que deram ótimas respostas a perguntas sexistas.

a face machista do cinema.

 

o novo coque

1110141Mal saiu das passarelas, eu já sei, eu já quero! O coque que Marc Jacobs escolheu pra ser o penteado de suas modelos no desfile do Outono-Inverno 2015 da marca.

Se nosso montinho de cabelo estava cada vez mais pra cima, cada vez mais atrevido, MJ conseguiu trazer ainda mais atitude. Te amo, cara! <3

Coquinhos na testa em 3, 2,1..

 

de paraty, com amor

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paraty tava sempre ali, aqui do lado, não tão longe mas nem tão perto. já tinha passado por lá voltando de algumas viagens pra praias próximas. já tinha achado uma graça as casas de portões coloridos. já tinha tropeçado nas ruas de pedras brutas. mas nunca tinha planejado uma viagem pra lá. não é que 2015 começou bem, então? começou com a minha primeira viagem pra paraty. e eu voltei encantada!

sempre procuro saber entre os amigos quais as indicações, pra onde ir, onde comer. dessa vez cada um me deu uma dica, nada muito encontrado, muita coisa diferente…percebi que o roteiro ia ser criado organicamente, sem muito planejamento. e foi gostoso assim.

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aluguei um quarto numa casa bem cotada no airbnb, que dizia ser próxima da rodoviária e do centro histórico, num bairro tranquilo que não era no centro mas também não era na parte mais mal cuidada da cidade (sim, além das casas de portões coloridos e ruas de pedras brutas, paraty tem uma área com asfalto e construções bem feinhas, tipo centrinhos de cidades da região dos lagos).

chegando lá, fiz um passeio de barco e descobri o porquê de tanta informação desencontrada entre os amigos… a região é lotada de ilhas, praias e cachoeiras, paraísos à escolha pra você desbravar no dia e hora que quiser. foi bom passar o primeiro dia embarcada, indo de praia em praia, tirando fotos, mergulhando num mar de água quentinha – exceto pela região do ‘aquário natural’ – meu momento favorito do dia. pelo nome dá pra imaginar o motivo, né?

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outra coisa boa de ir pra paraty é poder dar um pulo em trindade, vilazinha que eu já tinha conhecido quando tinha, sei lá, 14 anos. a gente sobe e desce montanha pra chegar até lá, mas vale a pena. trindade tem algumas praias boas, de areia clara, mar azul, e a vista pras montanhas acalma a alma e faz a gente se sentir no paraíso. confesso que fui pra lá querendo a sombra de uma barraca, então fiquei na praia do meio onde tinha bares que ofereciam serviço na areia com barracão e cadeira pros clientes. muito bom porque mesmo assim tava tranquilo, a praia tem uma grande faixa de areia então não fica lotada!

outra dica de passeio, e essa eu descobri lá, conversando com os moradores, é ir até são gonçalo, uma praia cortada por um riozinho, onde se pega um barco super rápido até a ilha pelada, que fica ali em frente. a ilha é maravilhosa, com mar calmo de cor azul claro e pedras altinhas espalhadas pelo raso, onde vale a pena sentar e ficar viajando na vista. por lá funciona um bar, mas nem vale muito a pena almoçar ali. decidimos guardar a fome pra paraty…

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e nesse dia tive a melhor refeição da viagem. foi no thai brasil, restaurante thailandes comandado por uma alemã simpática. eu tava traumatizada do último thai que comi aqui no rio, mas o thai brasil me fez lembrar como é boa essa culinária de sabores fortes mas muito bem dosados. fui logo de pad thai, pra mim o prato mais tradicional, e acertei na escolha. além da comida ser ótima os funcionários são simpáticos (cada um de um canto do mundo) e o ambiente cheio de charme, com mesinhas coloridas, paredes decoradas e área a céu aberto. agradeci muito à minha anfitriã do airbnb, que deu essa dica preciosa.

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como última dica, fica a sugestão de conhecer a loja armazém paraty, que tem os artigos indígenas mais lindos que já vi. tudo bem caro, mas vale a pena apreciar a arte de várias etnias do brasil. fiz umas fotos, mas aqui na fanpage deles dá pra ver como é tudo incrível. vontade: pesquisar como é e quanto fica uma viagem pro xingu (os trabalhos que mais curti são de lá).

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ah, quase ia esquecendo: ali perto do thai tem a livraria da maré, mais um bom respiro pra alma. comprei dois livros do matisse (<3) e perguntei pra caixa onde tinha um bom sorvete no centro histórico. já tinha comido um bom no primeiro dia, mas quis saber a indicação local. mais uma vez, não me arrependi. ela deu a dica certeira: sorveteria miracolo, em frente à praça principal. comi um dos melhores sorvetes da vida, o de ferrero rocher, que além de bom é super bem servido!

vá pra paraty, de qualquer forma. vá no seu tempo, ou vá pra curtir o maior número de praias possíveis ou pra deixar o acaso te levar e deixar aquela vontade de voltar e conhecer mais… :)