Pensando a moda brasileira

Visto de fora parece ser fácil classificar o estilo brasileiro como praiano – beachwear-, ” a Califórnia das coleções européias”, de acordo com presidente da Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-Porter dos Costureiros e dos Criadores de Moda, Didier Grumbach. Mas pra quem vê de perto, não é bem assim. Brasil não é só Rio de Janeiro.
Na verdade, é bem difícil definir um estilo para um país tão grande e diverso culturalmente e, por isso, muitas vezes caímos na discussão da falta de estilo total. Em geral, a nacionalidade de franceses, norte-americanos e ingleses,por exemplo, fica evidente só pelo modo como eles se vestem. O estilo (pelo menos para aqueles que entendem um pouquinho de moda) é claro. Mas o que acontece com o brasileiro? Ele é reconhecido por apresentar uma característica marcante ou, justamente, pela total falta de personalidade?
Uma boa explicaçao para isso está no fato de que quem faz a moda por aqui está somente interessado em faze-la para o “mundinho”- a moda para quem entende de moda- e com isso boa parte da população acaba não tendo acesso as informações do universo “fashion”. Dessa forma, consomem aquilo que é mais “aparente” (o que todos estão usando e está sendo copiado a exaustao), não conseguindo ir além do óbvio quando o quesito é mostrar estilo. A roupa é vista como apenas algo para cobrir o corpo e deixar apresentável. Será então que o consumo consciente da moda no Brasil será, para sempre, um privilégio dos ricos e dos fashionistas?
Provavelmente não. Apesar do mundo da moda ser caracterizado pela vaidade, existem exemplos de ícones fashion que também criam roupas para aqueles que não podem gastar tanto numa peça. Lá fora, nos EUA, a atriz Sarah Jéssica Parker, queridinha das grandes marcas desde que deu vida a personagem Carrie Bradshaw, jornalista super antenada do seriado Sex and the City, é dona da marca feminina “Bitten”. Segundo ela, a intenção é aliar sua paixão sobre a moda com a vontade de criar uma linha de roupas com design de qualidade e preços acessíveis. Para se ter uma idéia, as peças da Bitten não passam 20 dolares, o que seria aqui cerca de 40 reais. E alguém no Brasil consegue achar facilmente uma peça de qualidade, de marca conceituada, por esse preço? Fica aqui o recado de Sarah para os fashionistas brasileiros: “É inegável o direito das mulheres de ter um guarda-roupas que alie confiança e estilo com dinheiro de sobra para viver!” Será que essa moda pega no Brasil?
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