Clipping – Acampamento legal

Viajar é uma delícia e quem gosta de aventura, ficar perto da natureza e economizar uma boa grana pode optar pelo camping – selvagem ou organizado – como forma de estadia. Seja com os amigos, o namorado ou até com a família, acampar pode fazer uma viagem render boas recordações. Essa matéria é para você se preparar antes de cair na estrada de mochilão e barraca nas costas, ficar longe de furadas e aproveitar o momento da melhor forma possível.

Como em qualquer viagem, é preciso ter informações básicas do local para onde você está indo. É bom colher depoimentos entre conhecidos, a fim de saber a opinião de quem já passou pela experiência. “Os lugares mais legais que já acampei são na região de Angra e Paraty, incluindo a Ilha Grande, porque a temperatura nunca abaixa muito, e as praias são maravilhosas“, indica Maíra de Mattos, 22 anos. Durante a pesquisa, descubra como são os campings do local, quanto custa a diária, qual a localização e infra-estrutura oferecida. Entre em contato com o responsável pelo local e pergunte alguns detalhes fundamentais: como são os banheiros, se o chuveiro tem água quente e se há cozinha e/ou fogão no local, por exemplo. É bom estar bem informada para não ser pega de surpresa, afinal ninguém gosta de esperar horas para tomar banho ou preparar o almoço.  E tudo muda se tiver que tomar banho em um rio próximo, ou ter que fazer fogueira para cozinhar.

Além de poupar grana e ficar perto do meio ambiente, quem acampa tem a chance de fazer amigos, já que a proximidade com os outros hóspedes é grande, contribuindo para um clima de solidariedade. “Essa é a mágica do camping: você acorda e em seu jardim tem vários vizinhos. Existe a chance de trocar experiências com pessoas desconhecidas, oferecer ajuda e trocar sorrisos”, conta Juliana Rocha de 21 anos, uma amante da prática que nas férias de julho acampou na Chapada dos Veadeiros. “Gosto de acampar porque a barraca fica mais perto do mar ou da cachoeira do que a janela das pousadas, além disso o clima no camping é legal, sempre conheço uma galera e as pessoas costumam ser tranquilas“, diz Lívia Travassos, 21 anos, que esse ano fez viagens inesquecíveis a Martins de Sá e Ilha do Cardoso.

Na hora de fazer as malas, algumas mulheres costumam ter dificuldades, já que tudo parece essencial. Mas  não vale a pena pecar pelo excesso, pois qualquer peça a mais significa peso extra para levar nas costas. Por isso, reserve espaço para os itens de necessidade básica: lanterna com pilhas extras, fósforo ou isqueiro, remédios para dor de cabeça e primeiros-socorros, repelente, xampu, condicionador, sabonete, papel higiênico, um bom casaco – de preferência impermeável – , saco de dormir, colchão inflável (para longos períodos), cobertor (para locais mais frios), além de um cadeado para fechar sua barraca – afinal, segurança nunca é demais. As roupas devem ser leves e fáceis de coordenar: biquíni, regatas, shorts e vestidinhos são fundamentais. Para os pés, nada além de chinelo e tênis, útil para as trilhas mais longas.  Para não deixar fatores como sede e fome estragarem seu bom humor, é essencial levar garrafas de água e lanchinhos para enganar o estômago, coisas leves que não estraguem fácil, como frutas (laranja, maçã, banana) e biscoitos. Com um pouco de criatividade e tempo dá para fazer uma comida mais elaborada. “Macarrão instantâneo para mim, só em último caso. Já fiz até uma lasanha de berinjela na panela“, conta Juliana. Tenha sempre sacos de lixo à mão para contribuir com a limpeza do local e evitar o acúmulo de restos orgânicos, que podem atrair animais indesejáveis.

Em todo caso, imprevistos podem acontecer, mas quem é expert em acampar indica alguns cuidados gerais. A quantidade de pessoas instaladas no acampamento, por exemplo, deve ser observada. “Fuja de campings lotados, o que costuma acontecer nos feriados em geral. Os banheiros ficam sujos, a fila do banho enorme e a cozinha cheia. Por isso, levo meu fogareiro e sabonete orgânico para tomar banho no rio, que além de ser uma delícia economiza um bom tempo“, aconselha Lívia.  Ao montar  a barraca procure um local sob árvores ou tendas e verifique se o chão é plano e se não há raízes ou pedras no chão. “Investigue bem o lugar aonde você vai se alojar: uma vez acampei bem em cima de um formigueiro!“, ri Juliana.  É recomendável deixar o butijão com o fogareiro fora da barraca pois o gás pode vazar e causar explosões. Maíra já passou por uma situação nada confortável, por falta de cuidado com o fogo: “Aprendi a nunca mais acender vela dentro da barraca depois que cochilei com uma acesa e acordei duas horas depois com tudo pegando fogo! Pulei para fora sem nem abrir o zíper, e todas as minhas roupas viraram cinza junto com a barraca. Graças a Deus nada me aconteceu!

Aproveite essas dicas e  programe um acampamento para sua próxima viagem de férias, feriado ou fim de semana. Com certeza você voltará com boas histórias para contar, memórias super gostosas e – por que não? – novos amigos na bagagem!

(Matéria escrita por mim e originalmente publicada no site Modices)

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