O valor do espontâneo

Olhe bem para essa imagem. Sim, é mais uma capa da Vogue. Mas o que ela tem de diferente? De cara podemos ver o cabelo ao vento, os olhos quase fechados, o sorriso cheio de dentes, a barriguinha de fora, a pele natural, a combinação de uma jaqueta supervaliosa com um jeans manchado. E o que isso significou?

Essa capa foi a primeira criada por Anna Wintour, a “diaba que veste Prada”, editora da Vogue America desde 1988. Em um artigo revelador na edição de setembro de 2012 – aquela em que a revista completa 120 anos e traz Lady Gaga #aloka na capa -, Anna conta que essa foto não foi pensada para estampar a publicação.

Mas quando o ensaio foi revelado e Anna bateu o olho na imagem, pensou: “é essa! Essa foto tem algo de transformador, traz novos ares e é atraente”. A espontaneidade do clique que parece (e foi) roubado na rua. O corte tipo plano americano – diferente dos closes em modelos supermaquiadas e cheias de joias caras. A modelo estar usando jeans porque a saia do conjuntinho não coube. Tudo isso significou algo além da moda high-low e natural, condensou simplesmente o poder de demonstrar uma mudança e para Anna isso não poderia ser mais definitivo para escolha de uma capa.

Adorei essa história! Mais aqui.

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2 comentários sobre “O valor do espontâneo

  1. Adorei a história também! Muito legal, assim como a imagem, e mostra um pouco pq a Anna Wintour é o que é. Mas a Vogue acabou não seguindo esse caminho, né?

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