amor em compota

Foi na cozinha de um amigo em comum que a Gab e o Alê se conheceram, há quatro anos. Ambos estavam de volta ao Rio depois de passar uma temporada em Paris (ela) e em Los Angeles (ele). Dois anos depois do encontro, eles se viram na cozinha de novo, dessa vez como um casal. Prato vai, prato vem, nasceu um negócio cheio de amor: as compotas Chez Gabeira.

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“Essa temporada morando sozinha e com a grana curta fez com que eu mudasse a minha relação com os alimentos, principalmente na França onde eles valorizam tanto os produtores, a produção local e a culinária de uma maneira geral. Além do mais, cozinhar todo dia exige dedicação e principalmente criatividade”, contou a Gab. Já pro Alê, Los Angeles tem uma cultura de saúde muito diferente do resto das outras cidades dos EUA. “Você vê muitas feiras de produtores e abundância de restaurantes que se dedicam a uma culinária saudável, isso faz a gente refletir sobre o que a gente come”.

cozinha virou um dos lugares favoritos do casal e o hobby conquistou até o paladar alheio, como foi o caso da amiga francesa que passou um tempo por aqui. Os jantares viraram ‘Chez Gabeira’, uma mistura dos apelidos Gab e Beira, e a brincadeira de que um dia o casal ia ter um bistrôzinho em Paris aguçou a vontade de começar a divulgar os jantares através de fotos pelas redes sociais. A necessidade de criar um presente criativo pro aniversário de namoro/dia dos namorados deste ano também motivou Gab a embalar os biscoitos de coração da Menoo num pote de vidro personalizado com a logo Chez Gabeira. Brincadeira com sabor de amor… que ia virar um negócio!

A partir dos posts no Instagram todo mundo começou a pedir, perguntar, desejar. Foi a hora de matutar as ideias, fazer teste de receitas e pensar no cardápio: “Esse último mês a gente viu as coisas crescerem muito, nosso sábado virou nossa nova segunda. Hoje temos seis sabores de compota: chutney de manga, tomate confitado, tapenade de azeitona preta, geléia de aipo, caponata e geléia de pimenta biquinho. Recentemente começamos a fazer e vender biscoitos. Não temos uma rigidez a respeito do cardápio. Gostamos de inventar, então a proposta é que a gente sempre possa trazer novos sabores”.

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Pra manter a inspiração lá em cima e o amor quentinho é claro que um dos programas favoritos do casal é ir em restaurantes, o que rende novas ideias de receita e de harmonização. “A gente também lê muitos livros de culinária com histórias dos alimentos, isso estimula bastante a criatividade. No meu aniversário, o Alê me deu a Larrouse des Desserts do Pierre Hermes. Esse livro é incrível porque ele não te dá as receitas prontas, e sim várias opções de massas, caldas, etc, então você pode fazer sua própria receita. Eu sou bem experimental; o Alê é mais metódico, mas igualmente criativo. Isso é ótimo, traz equilíbrio pra cozinha”.

E como é trabalhar em dupla e manter tudo bem na vida pessoal do casal? ‘Costumamos dizer que o que fazemos não é comida, mas amor em forma de compota. Nosso lema é cozinhar é uma forma de amar, e praticamos isso diariamente. Outro dia estávamos conversando sobre um processo de fabricação e nos exaltamos um pouco. A gente brinca, quando um ou o outro se exaltar, a gente levanta as mãos. Não pode tocar nos alimentos com sentimentos ruins, só com muito amor! Dentro da cozinha a gente escuta música, canta, dança, é uma brincadeira deliciosa’.

Por enquanto, as encomendas são feitas pela página do Facebook e o casal faz as entregas pessoalmente: “os amigos pedem, a gente leva, pela Zona Sul do Rio, Barra e Recreio, mas nossa amiga francesa já me perguntou quando a gente vai entregar por lá, hehe”.

É ou não é mais gostoso com amor? 

A QUILÔMETROS DO FAST-FOOD

Se tem uma coisa que eu nunca achei graça é o tal fast-food. Desde pequena me lembro não ver nenhuma diversão em ir no Mc Donald’s e comer aquele minguado ‘lanche feliz (sério?)’. Se era pra comer ‘besteira’ eu preferia trocar tudo por um misto quente e um copo de Nescau. Haha. Ok, vamos ao que interessa. Se você está em NY e quer comer bem, de preferência alimentos orgânicos, com jeitinho de feito com amor, num ambiente legal que valoriza o comércio justo e com um preço bom, você precisa ir no Angelica Kitchen!

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Lembro que quando entrevistei a Bela Gil ela contou que esse era um dos restaurantes favoritos dela por aqui. Depois uma amiga me recomendou. Combinamos um almoço por lá e me encantei! Além de ser ali pelo East Village, região que reune ótimos restaurantes e bares com preços mais amigos, o combo saudável + orgânico me agrada e muito.

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Como a pegada é ser o mais sustentável possível, eles tem um menu fixo e pratos especiais que mudam a cada dia, oferecendo sempre uma surpresa ou opção variada. Os preços também variam, dá pra escolher algo mais baratinho se estiver com o orçamento apertado. A atmosfera por lá é de casa, com uma equipe simpática e nada afetada. Da primeira vez que fui comi uma das opções do menu do dia, e parecia comidinha brasileira, com abóbora, feijão e salada. Amo e não vivo sem os três.

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Da segunda vez fui num domingo, achei que ia estar lotada mas estava bem tranquilo, também já era por volta das 4pm. Provei um novo prato do cardápio fixo, o Thai Coconut Lemongrass Curry simplesmente maravilhoso. A apresentação já dá um gostinho do que vem a cada garfada… posso dizer que penso com carinho nessa comida todo dia. Haha.

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Ainda quero voltar mais e mais vezes pra explorar o menu e descobrir novas receitas. Se você estiver por NY não deixa de passar . Endereço: 300 East 12th St – NY.

 

respiro da semana

Semaninha conturbada pra alguns, mas sempre dá pra ler ou ver alguma coisa que alivia o stress e dá mais ânimo pra continuar seguindo. Minhas sugestões:

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Esse post da Elis no blog da Renata Abranchs mostra como, cada vez mais, as pessoas estão encarando a alimentação como uma manifestação política e social. Você ser capaz de escolher os alimentos que coloca na sua mesa, você ter tempo de cozinhar suas receitas, você ignorar de vez os alimentos industrializados e você estar cada vez mais próximo ao agricultor que produz os elementos essenciais pra ter saúde: o poder volta pra nossas mãos.

– A Fê, nova editora do adoro (<3) entrevistou o Tom Zé, e é uma delícia se perder e se encontrar em suas palavras e seus pensamentos que voam voam e trazem um pouco de otimismo a todos nós… dá pra ler tudo aqui.

– A Isadora fez uma lista de documentários especialíssimos que falam sobre felicidade, nossa missão no mundo e outras coisinhas mais. Tem o I am, que falei aqui semana passada, mas tem outros super legais também, e disponíveis online. Dá uma olhada!

Bom descanso, bom fim de semana!