a arte de uzai

bola_principal

Rafael Uzai começou a criar arte influenciado pelos desenhos do irmão Leo e de marcas de skate e surfe, e hoje é um dos destaques da arte carioca. Seus trabalhos podem ser vistos em lugares menos convencionais que o papel, como pedaços de madeira…

image003

… e também na rua, em muros e paredes que passam a dialogar com o espaço. Mas é claro que as ilustrações e pinturas também têm vez no universo do artista – e é nelas que a simplicidade e leveza dos traços fica mais evidente:

duplas_iguaisManeiro, né? Pra conhecer mais vale dar uma olhada na página do artista no Facebook!

o dono da lua

145
Quase toda noite ela tá lá, brilhando na escuridão pra encantar corações românticos e saudosos… quem nunca sonhou em ter a Lua bem pertinho? Um russo com certeza sim, e não, ele não é astronauta!

Trata-se de Leonid Tishkov, artista que criou a série “Private Moon”, com fotografias de sua lua crescente (e particular!) em cenários bucólicos pelo mundo. A inspiração, segundo ele, vem do pintor surrealista René Magritte
241

É de encantar, sim ou sim? Agora vai ser difícil olhar lá pra cima e não sonhar ainda mais…

The Loving Story

Um dos lugares que eu mais queria visitar em NY era o International Center of Photography, fundado em 1974 por Cornell Capa, irmão do grande fotógrafo Robert Capa. Imaginava que lá ia ter uma supermostra com os profissionais da agência Magnum, mas não foi bem assim. De qualquer forma, o passeio foi ótimo, valeu a ida.

Uma das mostras que mais gostei foi a “The loving story”. A LIFE magazine mandou Grey Villet ir fotografar o dia a dia de um casal inter-racial que, em 1967, morava na Virgínia, um dos 16 estados onde ainda era proibido o casamento entre brancos e negros. Isso há apenas 45 anos atrás (!!!!!).

Pelo que entendi, Richard Loving e Mildred Loving (que sobrenome!) se casaram em outro estado americano, onde a união entre um branco e um negro não era considerada ilegal, mas sofreram com a justiça de Virgínia quando voltaram para casa. A indignação de saber que uma coisa dessas era normal de acontecer a menos de meio século atrás fica ainda maior quando a gente vê as fotos e sente a cumplicidade e a felicidade do casal.

Esse ano, a HBO televisionou um documentário sobre a história, produzido por Nancy Buirski. Fiquei curiosa para ver!

Viva o lazer!

O Carnaval passou, e se agora é hora de desejar feliz Ano Novo, posso dizer que meu Réveillon “de mentira” foi bem melhor que o verdadeiro. E pra começar o ano BEM, decidi montar uma programação cultural, afinal, estou trabalhando só de freela e com tempo de sobra pra fazer o que mais gosto!

27/2 – a boa é colocar os filmes do Oscar em dia. Já vi “O artista” (<3), “A separação” e “Histórias cruzadas”. Hoje pretendo riscar da listinha “Albert Noods” e “A invenção de Hugo Cabret”.

28/2 – dia de ir ao CCBB! O centro tá com exposição giga da Tarsila do Amaral, grande nome da Arte Moderna brasileira, e acabou de abrir a mostra “Anticorpos – Fernando e Humberto Campana 1989-2009”, com produções do design singular dessa dupla. Imperdível! Funciona das 9h às 21h.

29/2 – há tempos não vou ao teatro. Uma boa pode ser a peça “Uma sociedade”, de Virginia Woolf, com adaptação de Mariana Monteiro. O drama se passa em 1910 e fala de amigas que tentam entender o mundo através de encontros diferentes. Muitas vezes, se vestem de homem para se infiltrar em jantares e descobrir sobre o que eles conversam.. No Solar de Botafogo, às 21h, R$ 30.

1/3 – a Casa do Saber, na Lagoa, inaugura a exposição “Invenções do feminino”, com fotos da fotógrafa francesa Irina Ionesco. A mostra reúne, entre outros trabalhos, imagens da filha de Irina fazendo poses “sensuais” ainda criança. Polêmica à vista?! Mais infos aqui.

– o Clube do Vinil volta ao Sebo Baratos da Ribeiro, em Copa, a partir das 19h30. Nunca fui, mas parece legal. Será?

2/3 – vou tentar conferir os espetáculos “Vago” e “Novo algo de sempre”, que a companhia”Movasse – coletivo de criação em dança”, de MG, apresenta na Mostra Nacional Funarte de Dança e Teatro Mambembão. É no Teatro Cacilda Becker, no Catete, às 19h, e só R$ 5! Depois, vou ter que caprichar na roupa pra uma festa à fantasia com o tema cinema. Pois é, “it never ends…”

3/3 – uma opção é a festa “Go East Rio”, que rola no Teatro Rival e é famosa por tocar um som meio leste europeu, bem maneiro. Infos da lista aqui!

4/3 – seria legal fazer um picnic nos jardins do MAM e aproveitar pra ver as exposições de Nan Goldin – bem polêmica! – e Pedro Varela – bem colorida, pelo que parece!

É isso! Mais dicas? Comentaê!