o sal da terra

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Sebastião Salgado é uma força da natureza. Uma força silenciosa e totalmente visual.

Ele se move pela Terra revelando nela sua beleza, sua honra, sua desiguldade, seu amor e seu desespero.

É imortal pois sua sabedoria é eterna em suas fotos.

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Ele é muito mais que um fotógrafo…

É árvore pois plantou mais de um milhão delas pra reflorestar o lugar onde nasceu.

Já foi um leão marinho, um gorila e até uma baleia.

Depois de ler seu livro, ver uma exposição de suas fotos em NY agora pude ver o documentário sobre ele dirigido por Win Wenders e Juliano Salgado. Vale cada segundo, é bonito, é calmo, é de mexer a alma assim como cada experiência que nos aproxima um pouco do trabalho dele.

nudez com poesia

O trabalho do fotógrafo chinês Ren Hang é desafiador e instigante. Pra começar, ele se contrapõe ao Governo pra poder fazer cliques de nudez ao ar livre. Apesar de ser visto como um transgressor em seu país natal, em NY, onde expõe atualmente, e em outros lugares do mundo, Ren encontra cada vez mais espaço e admiradores da sua arte.

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Suas fotos têm atitude e seu olhar encontra enquadramentos que valorizam e fazem  dos corpos verdadeiras esculturas, sejam eles de homens ou mulheres. É um erotismo poético, zero apelativo, que ao mesmo tempo que parece brutal é também doce. A mistura com plantas deixa tudo mais encantador e nos passa a sensação de mimetismo entre homem e natureza.

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Forte e sensível. Pra saber mais da exposição dele em NY, corre aqui.

Azul ou rosa?

Achei engraçado esse Pink and blue project. JeongMee Yoon, uma fotógrafa coreana, retratou crianças em seus quartos com brinquedos e roupas, mostrando como a dicotomia menino/menina ainda é estabelecida no clichê azul/rosa.


Pra que, né, minha gente? O mundo tem tantas cores! Não curto ver meninas vestidas de rosa das cabeças aos pés, ok que são crianças, mas é bem cafoninha, vai.

Quantos brinquedos essas crianças têm, meu Deus! Mais imagens aqui.

Dupla exposição

Incrível a série de fotos de Jon Duenas usando o recurso de dupla exposição para criar imagens femininas e surpreendentes.

Conheço alguns fotógrafos mais conservadores que não curtem muito esse tipo de imagem. Confesso que acho algumas muitas vezes meio non-sense e indiferentes, mas acho que Jon acertou ao unir natureza e mulheres. Concorda?

Delicado e criativo!

Colorindo a parede

Esse espacinho em branco em cima do meu criado-mudo sempre me incomodou… e quando bati o olho nessas molduras “polaroids” da Umbra pensei que ficaria bem legal nesse lugar da parede!

Já que tava no embalo, na lojinha do International Center of Photography, também encontrei esse “Pretty polaroid notes”, cartões feitos com fotinhos fofas. Vi que faria o par perfeito com a moldura da Umbra.

A parada funciona assim: você encaixa uma bolinha de plástico onde cola um adesivo potente e pronto!

Aí é só organizar da forma como você quiser na sua parede! Só espero que esse adesivo seja resistente mesmo…e que seja fácil encontrar mais por aí na hora em que eu resolver mudar as molduras de lugar… 🙂 Gostaram?!

Cartier Bresson – ídolo!

Henri Cartier-Bresson, fotógrafo francês, é reconhecido como a referência do fotojornalismo mundial. Falecido em 2004, Bresson completaria em 2008 um centenário de vida. Mesmo não estando presente em carne e osso, podemos ter certeza que esse gênio da fotografia ainda é, e será por muito tempo, celebrado por todos que admiram o poder de uma bela imagem.

Tamanha adoração não é por acaso. A foto de Bresson não registra qualquer instante, como a maioria das fotos, mas capta o momento decisivo, o instante capaz de expressar a essência de uma situação. Cartier-Bresson sempre foi apaixonado pela pintura e, desde cedo, realizava suas primeiras expressões artísticas com o desenho. Foi na juventude, entretanto, que ele começou sua extraordinária carreira como fotógrafo. Sua primeira imersão nesse universo foi na Costa do Marfim, um cenário bastante inexplorado pelas lentes dos fotógrafos da época. Lá fotografou com sua máquina Leica durante um ano para depois revelar as imagens ao mundo, em uma edição da revista “Vee”.
Guiado pelo simples acaso, por sua intuição e principalmente por seu olhar afiado, Bresson presenciou os mais importantes e diferentes acontecimentos nas décadas em que trabalhou como fotojornalista. Viajou para lugares como Paquistão, Índia, China, Cuba e antiga União Soviética registrando instantes inesquecíveis que, provavelmente, não seriam tão bem retratados por outros. Cobrindo a Segunda Guerra Mundial acabou sendo prisioneiro, em 1940, na Alemanha, mas conseguiu fugir em 1943. Quatro anos depois, com Robert Capa e outros dois fotógrafos fundou a agência Magnum. Conhecida por ser bastante seletiva e permitir o trabalho autoral de fotógrafos, a agência é referência até hoje.


A partir da década de 70, Bresson parou de fotografar e regressou às suas paixões originais: a pintura e o desenho. Ele já havia dito: “Na verdade, não estou nada interessado na fotografia em si. A única coisa que quero é captar uma fração de segundo da realidade.” Considerava que faltava grafismo na foto, apesar de seus registros serem extremamente equilibrados.
No documentário PONTO DE INTERROGAÇÃO, pude perceber como Cartier – Bresson sustentava seu próprio mito. Não se sentia à vontade na frente das lentes – dizia que não queria que fizessem com ele o que ele fazia com os outros -, considerava-se um “batedor de carteira” ao “roubar” aqueles instantes dos retratados, lembrava-se de muitas das fotos que não havia tirado, era severo dentro de sua própria leveza. Como o título do filme bem demonstra, o fotógrafo francês também possía a arte de não responder às perguntas, dizia que não gostava de tirar conclusões, e tinha o costume de criar novas indagações a partir do que lhe fora perguntado. A atitude “zen” de Bresson fica bem evidente em Ponto de Interrogação. Sua formação em pintura e filosofia pela Universidade de Cambridge influenciou seu ponto de vista e apurada observação. A inspiração do movimento surrealista e da concepção inconsciente também acabaram por torná-lo o fotojornalista que foi. Quando indagado se o que viu acabou por tranformá-lo, Bresson respondeu : ” Espero que sim”.
O trabalho de Henri Cartier-Bresson deve ser encarado segundo a máxima de outro gênio das artes, Rodin: “O que se faz com tempo, o tempo respeita”. Cartier- Bresson é, definitivamente, dono de seu tempo. Foi tido como morto quando estava vivo e vivo quando já havia morrido. Ele dominava o instante, e o acaso , com certeza, sempre esteve a seu lado.