Stella, a metamorfose ambulante

(Vou ser sincera, era pra eu ter escrito este post há dois meses. Só que por vários motivos ~errados~ eu fui deixando na gaveta. Agora a exposição acaba em duas semanas. Mas antes tarde do que mais tarde!)

Frank Stella sempre foi, pra mim, o cara que ~brincou~ com a pintura de uma maneira bem inteligente e ousada. Pra quem não sabe, ele ganhou destaque na virada da década de 50 pra 60 com suas Black Paintings, transformando o universo do expressionismo abstrato e se tornando um dos marcos inaugurais do minimalismo.

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A retrospectiva no novo Whitney nos permite ver os trabalhos desde essa época, e como Frank, esperto que só, foi se reinventando a cada série, muitas vezes desdizendo aquilo que já tinha sido sua teoria. Sim, porque depois de fazer algumas obras-primas do minimalismo, Stella surpreendeu com o uso de inúmeras cores, trabalhos em escalas monumentais, pinturas feitas em superfícies de alumínio (essa abaixo me lembrou muito a estética do graffiti). Ele se recusa a seguir uma linha específica, desafiando o mercado e os críticos.

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Vá com tempo e aprecie a exposição todinha, porque é a chance ficar cara a cara com um pedaço muito estimulante da história da arte. Os andares do museu estão recheados com pinturas, esculturas (aliás, a pergunta ‘isso é uma pintura ou uma escultura?’ muitas vezes vem à tona), gravuras, trabalhos em relevo, além de estudos em desenho. O passeio por lá é uma delícia, algumas das galerias têm janelas que dão pro Rio Hudson, enchendo de luz natural o Museu.

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É arte ‘fria’, é arte ‘quente’, é minimalista, é Carnaval. Tem-se um pouco de tudo na trajetória de um dos artistas plásticos mais importantes (e vivos) dos EUA. É bom pra treinar o olhar, ler e ouvir o que o artista tem a dizer e, claro… abrir a cabeça.

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Por isso, se estiver em NY até 7 de fevereiro, simplesmente vá!

os cinco + do bklyn

Outro dia falei sobre cinco opções de restaurantes irresistíveis em Manhattan, agora chegou a hora de descobrir o que o Brooklyn reserva pra nós. Selecionei mais cinco dicas de lugares bacanas com diferentes tipos de culinária. Aproveita e visita na sua próxima viagem!

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  • Bunna Cafe

Já ouviu falar da comida da Etiópia? Por lá, é comum abdicar de carne e álcool alguns dias da semana e fazer um belo ritual na hora de tomar café. Em Bushwick dá pra ter um gostinho das maravilhas que eles fazem e experimentar os pratos veganos (a variedade do ‘feast for 2’ surpreende), além do café passado na hora. E se você ficou curioso, aqui nesse vídeo dá pra saber mais.

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  • Union Pizza Works

Quer comer uma pizza das boas sem pegar a fila e encarar os garçons antipáticos do famoso Roberta’s? Fuja pra Union Pizza, também em Bushwick. A gente garante que é tão bom quanto, com opções variadas, preço mais amigo e um climinha gostoso de cantina hispter. A galera por lá tá sempre disposta a indicar um bom vinho pra harmonizar com sua escolha – e os garçons costumam ser bem gatinhos.

3

  • Rosarito Fish Shack

Depois de rodar pelas ruas de Williamsburg visitando as lojinhas, vale aproveitar o happy hour desse restaurante mexicano, quando o preço da taça de sangria (delí) cai pela metade. Ah, e claro, entregue-se às quesadillas e ceviches feitos com um mega capricho.

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  • Pies ‘n’ Thighs

Tá a fim de meter o pé na jaca? Aproveite o estilo comfort food de lá. O menu é recheado com frango frito (no site eles informam a preferência por fornecedores que não usam antibióticos nem hormônios na criação das carnes), waffles e sanduíches. Mas não pára por aí: as sobremesas incluem o melhor donut e a melhor torta de maçã de NY, eleitos por revistas especializadas da cidade. Se é pra se jogar, vai no mais bem cotado! Além da casa em Williamb eles abriram recentemente no L.E.S.

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  • Santa Salsa

Com menu inspirado nas comidas de rua da Venezuela, esse restaurante tem um food truck estacionado dentro do bar Over the Eight, em Williamsburg. Os preços são ótimos e o cardápio traz opções como cachorro-quente (a versão veg com cenoura no lugar de salsicha é surpreendente!), empanadas e porção de aipim frito (boa pra matar as saudades). Aos sábados e domingos eles estacionam no Smorgasburg Food Festival, que rola em pontos diferentes do Brooklyn.

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É verdade que depois de um tempinho nosso tradicional arroz com feijão faz falta. Mas, nessas horas, a boa é abraçar a variedade e conhecer os mais diferentes tipos de culinária do mundo. Pra inspirar o paladar e a sua próxima aventura na cozinha! 😉

os cinco + de ny

Quem é fã de um prato de arroz e feijão pode ficar perdido quando tá viajando por outro país, mas a experiência convida a se abrir ao desconhecido. Em NY, a capital do mundo, então, nem se fala. Fiz uma seleção com 5 restaurantes imperdíveis de Manhattan. Foi difícil, já que a cidade é lotada de opções maravilhosas, mas estes encantam pela culinária diferente do que estamos acostumados e pelo preço mais amigo. Olha só:

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  • Kiki’s

Bem entre Chinatown (o letreiro da fachada é escrito em cantonês) e Lower East Side, região de Manhattan que fervilha com galerias, lojas e cafés, o Kiki’s é um restaurante grego, ou seja, espere encontrar Tzatziki (iogurte com pepino), entradinhas com beringela, polvo e cordeiro como opções – irresistíveis – do cardápio. O pão, servido por conta da casa, é um dos melhores também. Ambiente descontraído e comida boa tornam o clima perfeito pra um jantar por ali.

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  • Café Himalaya

Menu com deliciosas opções vegetarianas e também pratos com carne. O espaço é pequeno, mas o atendimento é ágil. A salada de batata com abacate, o curry com vegetais ou o frango com iogurte são pedidas certeiras. O preço de cada prato geralmente não passa de 10 dólares. E já que você tá em NY, tem que dar a chance pra outras culturas mostrarem que mandam muito bem na cozinha… 😉

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  • Pepe Rosso

Uma boa massa, um bom vinho… quem resiste? Esse italiano é praticamente uma rede, com opção no Chelsea, Greenwich Village e Little Italy/Soho. Mas seja em qual você for, vai encontrar pasta feita em casa e menu com diferentes massas e molhos. Ah, o pão servido pela casa também é irresistível e o menu de sobremesa é de perder a linha – pense em um tiramisu de nutella!

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  • by Chloe

Esse lugar mostra como é possível fazer comida vegana e saborosa, seja hambúrguer, massa ou sorvete. É de provar e se surpreender olhando os ingredientes – burger de feijão, macarrão de batata? Sim, sim. Vá com paciência porque às vezes rola uma fila pra fazer o pedido, mas a decoração e o design da casa deixam a refeição ainda mais leve e gostosa. Aproveite pra andar pela Bleecker Street, uma das ruas mais charmosas do Greenwich Village.

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  • Angelica Kitchen

Um dos preferidos da Bela Gil (ela contou pra gente aqui, lembra?). Também pudera, o cardápio é bem variado, de sanduíches a saladas e currys, além de um menu diário, feito com os ingredientes fresquinhos vindo de produtores orgânicos e locais. As mesas redondas e coletivas deixam tudo com jeito de almoço/jantar em família. Fica no East Village. Vá!

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As opções aqui listadas ficam mais ao sul de Manhattan, onde a gente encontra os lugares mais misturados, com culturas diferentes por todos os lados, opções menos turísticas e valorizadas pelos moradores locais. Se tiver com viagem marcada anota essas dicas ou manda pra aquela amiga que tá indo. Ah, e em breve por aqui indicações de onde comer no Brooklyn!

arte pelo l.e.s

É lugar-comum vir pra Manhattan e querer dar um rolé pelas galerias do Chelsea, afinal por lá estão gigantes como a Gagosian. Mas também dá pra achar opções mais acessíveis e fresh pelo Lower East Side, região com cara de Berlim, restaurantes com preço amigo e lojas maneiras. Você vai indo de uma galeria a outra sem ver o tempo passar, observando e absorvendo diferentes tipos de arte – amando ou não, achando que vale ou não. Bom pra treinar o olhar e reconhecer seu gosto. Selecionei alguns artistas que chamaram minha atenção na minha última volta descobrindo as galerias daqui. Algumas expôs não estão mais em cartaz, outras sim.

Nari Ward – Breathing Directions – até 9 de novembro @ Lehmann Maupin Gallery

A exposição exibe lindos painéis de cobre marcados pelos gestos e pisadas do artista. Tem também uma obra interativa no chão (foto abaixo), onde o espectador é convidado a caminhar sobre e onde a cada manhã um objeto diferente é ali deixado. Seus trabalhos falam de história, interação com o espaço, memória.

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Nari Ward nasceu em St. Andrew, Jamaica.

Clement SiatousSagren (não está mais em cartaz) Simon Preston Gallery  – @ 301 Broome St

À primeira vista as pinturas de Clement lembram aquelas que a gente vê vendendo na pracinha de Búzios ou Cabo Frio, artesanato simples, alegre, mas sem querer desmerecer… o que elas estariam fazendo em uma galeria em NY? A intenção por trás dessas pinturas é mostrar a realidade das Ilhas Chagos, pequeno arquipélago no meio do Oceano Índico que teve a população expulsa pelo governo Britânico com o objetivo de criar ali uma base naval pros EUA em 1973. Além de dominarem o território, os governos britânico e estadounidense ainda criaram um papo de que essa região nunca havia sido habitada, e a história colou fácil porque quase não existem registros fotográficos da vida por lá. Uma forma de denunciar a situação de tantas famílias e eternizar a realidade de um lugar que não tem direito a existir plenamente.

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Helen O’ LearyDelicate Negotiations (não mais em cartaz) – Front Gallery @ 54 Orchard St

As pinturas dela são feitas em superfícies de madeira. Forma, textura e cor pra atiçar nossa sensibilidade e pensar como a pintura pode ir muito além da tela.

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Alexandre da CunhaAmazons – CRG Gallery @ 195 Chrystie St

Usando materiais como toalha de praia e tecido, Alexandre, brasileiro que estudou arte em Londres, traz um baita frescor em suas telas. Um belo trabalho de cor, textura, colagem, ressignificação. Essa é a primeira exposição de Cunha totalmente focada em pinturas (‘wall works’). Jens Hoffman, diretor do Jewish Museum, criou a expressão ‘tropical ready-mades’ pra falar sobre os trabalhos de Alexandre. Calhou perfeitamente. Eu, que não conhecia o artista, achei que essa foi uma das melhores descobertas.

Por isso que eu digo, a melhor coisa de se fazer em NY é andar pelas ruas e descobrir as diversas galerias, lojas e restaurantes que você não acha pelos guias. Enjoy it! 🙂

a filha do açougueiro

A filha cresceu vendo o pai trabalhando quase todo santo dia no seu negócio, um açougue local com todos os tipos de carne, movimentado todos os dias, um comércio de confiança no bairro. Mas com o passar dos anos os clientes foram diminuindo… o pai não entendia o por quê, se perguntava o que estava fazendo de errado para perder tanta clientela. Não achava resposta, pois suas carnes continuavam sendo de ótima qualidade.

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A filha, no entanto, via amigos e conhecidos cada vez mais interessados em alimentação saudável, orgânica e vegetariana, e percebia que o negócio do pai já não tinha mais apelo frente as novas formas de pensar e de viver dos tempos atuais. Era preciso se reinventar pra sobreviver. Assim, sugeriu ao pai que se aposentasse e deixasse o espaço do açougue pra ela, ela ia dar um jeito de criar algo novo que fosse lucrativo e em sintonia com a nova geração. Não sei se foi assim, mas podia ter sido: vem comigo conhecer o Butcher’s Daughter, restaurante em NY que, além de ter um espaço bem fofo, tem um cardápio interessante e maravilhoso pra quem é vegetariano. Screen Shot 2015-07-03 at 2.08.06 PM A missão do lugar é tratar frutas e vegetais como um açougueiro trataria as carnes: valorizando as opções frescas, cortando, esculpindo e criando os mais deliciosos ‘filés’ – só que, no caso, nenhum ali tem origem animal. O menu muda a cada dia, é separado com diferentes criações a cada horário (café da manhã, almoço, brunch e jantar) e só entra ingredientes 100% vegetarianos e sem lactose. A opção, claro, é por alimentos orgânicos produzidos localmente pra fortalecer os produtores locais. Screen Shot 2015-07-03 at 2.07.59 PM Como uma pessoa que adora lugares com paredes brancas, móveis de madeira rústica e muitas plantas misturadas a outros elementos com cara mais ‘industrial, só de olhar pro restaurante já quis sentar e provar. Mas descobri que o cuidado vai além da estética e isso é melhor ainda. Minha experiência por lá foi na hora do almoço em um dia de semana pra bater papo com uma amiga. Sentamos na mesa coletiva que fica dentro do espaço e optamos pelo mesmo sanduíche: Butcher’s Grilled Cheese. Prepare-se pra descrição (não leia se estiver faminto!): queijo cheddar vegano derretido, tomate, abacate, adzuki bacon (adzuki é um tipo de feijão da Ásia, delicioso) e manjericão. Ó só: Processed with VSCOcam with f2 preset Dicas: quer tomar um suco fresco, saboroso e misturado com alimentos que você nunca imaginou? Isso não é fácil de se achar por aqui, mas no BD dá pra encontrar muitas opções – os diferentes sucos são alguns dos carros-chefe da casa (mas têm um preço salgado se convertido..). Eles também têm uma lojinha ao lado do restaurante, que vende desde de azeite extravirgem a misturas que prometem ser remédios naturais pra dar um up no sistema imune ou atiçar o desejo sexual, por exemplo. A casa também oferece diferentes pacotes de detox com sucos (alguns com comida crua também), e no site, dá pra se cadastrar na mailing list do restaurante e receber ofertas, saber das novidades e ganhar convites pra eventos especiais, como as feiras que eles organizam. Screen Shot 2015-07-03 at 2.07.41 PM Quer conhecer de perto? Vai lá:

The Butcher’s Daughter 19 Kenmare St – New York

PS: lembrei do Naturalie Bistrô, no Rio, lembra?

visita: frida no botanical garden de ny

Sabe quando você tem o prazer de descobrir que uma exposição que sempre quis ver está na mesma cidade de você? Isso que aconteceu comigo e Frida. Sempre quis ir pro México visitar sua famosa Casa Azul, mas ainda não rolou. Pelo menos tive a chance de conhecer o cantinho especial dessa pintora na exposição que tá rolando aqui em NY no Jardim Botânico do Bronx.

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Confesso que viagem do sul de Manhattan até lá foi um pouco longa, mas com o metrô expresso 4 nem foi tão devagar assim. Nunca tinha ido pro Bronx e foi curioso conhecer mais da vizinhança (ouvi muito espanhol por todos os lados, talvez seja por isso que Frida foi parar logo ali), que não é das mais turísticas mas tem esse incrível parque.

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No prédio principal a gente tem a chance de ver algumas pinturas originais da Frida – mas são bem poucas, cerca de 6 ou 7 se não me engano, e não pode fazer nenhum clique ali dentro. Vale muito a pena mesmo assim porque são quadros bem icônicos, como Self Portrait with Necklace of Thorns. Emocionante ver de perto toda a técnica, criatividade e sensibilidade aplicada nos trabalhos dela.

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Essa sala também reúne esboços de alguns dos quadros presentes – legal ver o que se manteve e o que mudou, ter um gostinho dos ‘bastidores’. Ah, esse espaço, além disso, exibe algumas lindas fotografias originais de Frida, de sua casa e dos amigos que a frequentavam. Muitas das fotos são de Nickolas Muray, fotógrafo que era uma visita bem constante na Casa Azul por ser um dos amantes da pintora. Babei porque muitas das imagens já tinha visto na internet, mas pessoalmente é outra coisa!

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Depois, a visita se estende a outra parte do parque, numa espécie de jardim de inverno onde eles recriam um pouco o ambiente da Casa Azul, onde o casal Frida e Diego viveu por quase 30 anos. Ali as paredes ganharam os tons azul e vermelho e a natureza uma boa dose de tropicalidade com as plantas mais queridas dos dois – a Instituição garante que estudiosos e botânicos fizeram um estudo minucioso pra reconhecer quais espécies o casal cultivava em seu jardim.

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Essa parte é um presentaço pra quem, como eu, é louco por esse tipo de vegetação… algumas folhas são tão lindas que fazem a gente ficar uns bons minutos olhando o ~design~, tentando o melhor enquadramento pros cliques. Vá com calma pra se perder nesse momento e deixar o olhar se encantar mais e mais com toda essa beleza.

Processed with VSCOcam with f2 presetFotos: @marivferrari

Depois de passar algumas horas na companhia de Frida a gente ainda pode estender o passeio às outra áreas do Jardim e continuar se surpreendendo com o paisagismo e a natureza. Não deu pra ver tudo porque o parque é bem grande, mas deu pra recarregar as energias e matar um pouco da saudade das terras tropicais. Quando bateu a vontade de descansar, a pedida foi sentar em um dos cafés e relaxar com uma delicia como muffin de cranberry… hum!

Vai lá:

Frida Kahlo – Art, Garden, Life – até 1 de novembro de 2015 – The New York Botanical Garden 

 2900 Southern Blvd., Bronx, NY 10458

Favoritos NY # 2

Vista da Madison Square, perto do Flatiron

E não é que os últimos dias da viagem passaram voando? É sempre assim! Mas acho que 10 foi a quantidade perfeita de dias, já tava sentindo falta da minha caminha e da comida de casa! Essas foram minhas últimas e adoráveis descobertas em NY:

Compras:

– Não comprei nada, mas amei a REI, uma loja só de artigos de aventura. Bom pra quem curte acampar, escalar, etc. Também tinha um andar só de roupas e outro cheio de bicicletas lindas, me apaixonei por várias!

– A Joe Fresh é o lugar pra comprar básicos nem tão básicos como você encontra na Uniqlo (também ótima!). Porque lá tem casaquinhos de $16, mas além de vir em cores como branco e preto, eles vêm em amarelo neon, listrado, etc… a marca também tem uma boa linha de roupas de ginástica!

Restaurantes:

– Grimaldi’s: dica da Amanda, blogueira do Starving que encontrei no Brooklyn pra dar um passeio. É uma pizzaria que fica ali no Dumbo (parte moderninha da região) e, mesmo com uma friaca de 3C, tinha fila na porta! Mas valeu a pena esperar, a pizza é muito gostosa e barata. Comemos tomando uma Carafe de vinho tinto e ainda deu pra ficar no brilhinho..haha!

– The Meatball: um restaurante só de almôndegas, mas que é bem versátil, você escolhe o tipo de carne e o acompanhamento, e pode até colocar a almôndega dentro de um sanduíche! Pedi com uma polenta e uma market salad que tinha macadâmia, pomegranate (esqueci a tradução), tava maravilhosa! A trilha sonora é bem rock, lembro que tava tocando Nirvana quando chegamos. Ou seja, se você quiser sentar pra conversar e ficar light não é o lugar ideal..

Lugares:

– Brooklyn Bowl, fica em Williamsburg, parte cool do Brooklyn. É um boliche/restaurante/casa de show grandinho. Vi a apresentação do Flight Facilities, bem legal! Só não curti o cardápio, muita comida trash…

Keith no Brooklyn Museum!

– Brooklyn Museum: fomos só para ver a exposição do Keith Haring e acabei me surpreendendo! A mostra estava ótima e o museu não estava superlotado para um sábado chuvoso à tarde. E o café não tinha preços extorsivos como no Guggenheim.

Um dos vários auto-retratos que Frida fez.

– A expo da Cindy Sherman no MoMa está imperdível! Nunca tinha visto tantos trabalhos da artista e nem sabia que ela era TÃO versátil. Pena que fui faltando duas horas pro museu fechar, só deu pra ver as expos temporárias e alguns quadros do quarto andar (Frida, Dalí, Max Ernst, Picasso, De Chirico <3). Mas tudo bem,  eu já tinha visto tudo da outra vez que fui pra NY! Na famosa lojinha do MoMa comprei uma capa pro iPhone e uns bloquinhos muito fofos pra dar de presente.

– O museu do FIT (Fashion Institute of Technology) tem uma mostra permanente com produções de estilistas renomados como Chanel, Balenciaga, etc, mas também expos temporárias. Adorei a “Youthquake!” que falava sobre as mudanças que a moda e a cultura jovem sofreram durante os anos 60 (quem não queria ter vivido um dia que fosse nessa época?!).

OBS: há tempos não assistia a Sex and the City, mas, com a vinda pra NY, minha irmã pegou uns DVD’s emprestados. Morri de rir com o episódio “Depois daquele post-it”, que tá no disco dois da 6a temporada. Só digo que foi um dos mais divertidos ever!!!

Bom, acho que foi isso! Agora a pedida é dormir e sentir, nos próximos dias, como NY mexeu comigo… afinal, toda viagem provoca mudanças na gente, né? Por isso que eu amo viajar!