entrevista: poch me

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Ela era a peça mais renegada pelo mundo fashion há até pouco tempo. Mas, tcharan, como muitas outras coisas no ciclo da moda, aos poucos ela volta a ser querida, e agora com uma pegada mais cool do que nunca. Welcome back, pochete!

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E quem anda tornando esse item desejo novamente por aqui são as amigas Paloma e Thaissa, criadoras da marca Poch Me, que eu descobri e adorei. É hora de saber mais sobre essas meninas criativas e corajosas.

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Contem um pouco de cada uma de vocês!

“A gente se conhece desde pequenas, estudamos juntas nas mesmas escolas, mas a história toda se intensificou na época da faculdade. Enquanto a Thaissa é megamanual, detalhista e ama atuar na criação de produtos, modelagem, costura – todo o processo que envolve o desenvolvimento de uma peça -, a Paloma é completamente voltada pra criação de imagens, styling e comunicação. Nas horas vagas a gente ama cozinhar, sair pra dançar, se fantasiar sem precisar de desculpa alguma, e não dispensamos um karaokê!”, contam.

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As pochetes já foram motivo de vergonha e aversão pra muita gente. Hoje elas têm algo de cool. Quando e como vcs enxergaram essa mudança?

A gente confessa que sempre teve uma certa queda por coisas que provoquem estranheza, não é a opção mais fácil enxergar beleza no lado “bagaceiro, exagerado e brega” da vida, pois esse é um exercício que sempre amamos fazer: desconstruir ideias padronizadas pelo coletivo. Na verdade, a vontade de trazer as pochetes veio antes de percebermos o movimento da moda das ruas, nossa sorte foi que ele andou junto com a gente – e talvez isso tenha ajudado a tornar os mais diversos tipos de olhares sempre tão simpáticos aos nossos produtos!

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… Tudo começou quando a Paloma, em sua época preferida do ano, o carnaval, percebeu que muitas pessoas carregavam doleiras nos blocos de rua do Rio. Sem conseguir abandonar o lado de stylist, pensou que fantasias tão elaboradas mereciam algo a mais do que o aspecto desanimado do algodão cru… Foi aí que as pochetes logo vieram à cabeça, mas o formato já conhecido dos anos 80/90 não chegava aos pés das ideias que borbulhavam. Junto com a Thaissa, depois de uma viagem de referência, muita pesquisa de formatos e materiais, a POCH e sua coleção ‘Coisas Que‘ nasceu em plena sexta 13,  24 horas antes do primeiro jato de purpurina do Céu na Terra!

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… É claro que a gente sabia que os modelos teriam uma aceitação maior nessa época pelo lado lúdico. A nossa grande alegria e surpresa foi que muito mais gente continuou querendo e apostando, assim como a gente, na injeção de diversão que a POCH pode levar pro cotidiano – mesmo passados os dias de folia! E é esse nosso objetivo: a moda não precisa ser levada tão a sério com nó de gravata, a gente quer fugir do ‘mais do mesmo’ e da monotonia, a gente quer se divertir com isso, a gente quer que vocês se divirtam!

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De onde vocês tiram inspiração pros modelos, como é a coleção?

Estamos em nossa primeira coleção, ela se chama ‘Coisas Que’ e é composta por 13 modelos divididos em grupos: Coisas Que Crescem, Coisas Que Quanto Mais Melhor, Coisas Que Voam e Coisas Que Vivem na Água. A cada dia, a gente pensa em algo novo pra adicionar ou alguém pede pra fazermos seu objeto preferido. Pras próximas, continuaremos criando Coisas Que a imaginação permitir. Nossas inspirações estão nas mais diversas coisas do cotidiano, o importante pra virar POCH é essa tal coisa causar surpresa se vista desfilada nas cinturas por aí, como o modelo de Ovo Frito ou o Chifre de Unicórnio, por exemplo.

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Qual a música ou banda que tem tudo a ver com a atitude de quem veste a marca?

A atitude de quem veste uma POCH não se limita em nenhuma idade ou gênero e tem tudo a ver com o lúdico, com a fantasia, com o não se levar tão a sério. Isso vai embalado pelo se transformar desde fevereiro com “O Vira” de Secos e Molhados, passa pela coisa do SER na primeira pessoa do singular de “Chiquita Bacana” de Braguinha, cantada por Caetano, e vai até fevereiro do ano seguinte ao som de toda a liberdade cantada em “Age of Aquarius” de The 5th Dimension.

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Se pudessem dar uma pochete de presente pra qualquer pessoa do mundo, pra quem dariam?

Precisaríamos enviar pelo menos três, o modelo da Boca pro Dudu Bertholini, o modelo do Olho pra a Gaga e o modelo do Flamingo pra a Björk. São pessoas extremamente icônicas e representativas, que admiramos, nos inspiram e conversam muito com a nossa estética!

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Fotos: divulgação

Curtiu a ideia e quer ter sua Poch Me agora? Se liga no Instagram da marca e dá uma passada na Void General Store Leblon ou Barra, endereços onde as peças são vendidas.

Tô louca pra ter a minha – entrega aqui em NY?!

Para a primavera

Ela já está anunciando como vem: calor intenso + chuva do nada para depois fazer o sol raiar com força total. Pois é, a primavera começa dia 22, sábado, e eu reuni algumas imagens que me dão o clima da estação para mim!

(Mais pelo bustiê, nem tanto pela saia preta)

Queria eu ter talento e paciência para fazer uma montagem bonitinha com essas fotos.. mas a vida tá corrida, e vocês entendem mesmo assim, né?

Boa primavera para nós!