Entrevista: Juliana Rocha

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Foto: Derek Mangabeira/I Hate Flash

A Ju é uma amiga-irmã e fotógrafa que eu admiro muito, doce e forte, uma gigante pra mim. Somos muito parecidas, mas também muito diferentes, as duas piscianas sonhadoras e sensíveis (♓), uma mais explosiva (eu), outra mais aérea (ela). Cearense que adotou o Rio como casa (ainda bem porque assim a gente se encontrou na faculdade!), ela arrasa nas fotos de street style e reportagens pro RIOetc e aos poucos tá descobrindo outros caminhos na fotografia como arte pra tocar seus projetos pessoais – voa, Ju ♡.

Você trabalha com street style há 5 anos ja. Viu alguma evolução/transformação no estilo do carioca e da galera que circula pela cidade?

Sim, o tradicional estilo despojado dos cariocas mudou muito de uns anos pra cá. Acho que além do conforto necessário pra enfrentar a cidade e o – calor -, vem sendo legitimada há algum tempo uma ousadia divertida no jeito de se vestir. Essa ousadia às vezes soa despretensiosa, mas na verdade é carregada de ideologias e vontades de mudar o mundo, quebrar de vez com regras e padrões – desconstruir. Algumas coisas parecem filhas do carnaval, mas vai ver é isso mesmo.

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Fotos: Juliana Rocha e Tiago Petrik

Como é apontar a câmera pra um estranho e fazer disso sua forma de captar uma essência, um estilo, uma representação? Conta um pouco do que vc sente ao fotografar na rua.

É o que eu mais amo no meu trabalho. quando eu olho pra uma cena e sei que ali eu estou captando algo único, que eu vou lembrar de uma cor, um movimento, um olhar, pra sempre. Porque a verdade é que é maravilhoso só quando ali tem uma mensagem verdadeira sobre si mesmo. conseguir perceber isso e captar na hora certa é muito gratificante. O fato de ser uma pessoa estranha deixa tudo mais mágico, porque é uma descoberta. é um momento rápido e íntimo, quando eu tô desvendando com todas as ‘armas’ que me cabem quem é aquela pessoa, o que ela quer dizer, onde ela é ais verdade, onde ela é mais mentira… não sei explicar, rs. Claro que essa sensação não acontece sempre, mas acho que é o que me comove em fazer retratos e encarar a moda mais como comportamento mesmo.

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Foto: Juliana Rocha

Quais as suas dicas pra quem quer começar a fotografar profissionalmente?

É importante estudar bastante a técnica, e se manter estudando. Mas eu diria que o principal é treinar o olhar mesmo, e isso só se faz clicando. Você tem que fazer, se criticar, aprender a mostrar pra outras pessoas e ouvir o que elas têm pra dizer, mostrar pro mundo quando você se orgulha de algo… não ter medo, clicar discretamente mas sem vergonha. Sempre que der! E nunca deixar uma foto passar… quando você vir algo que der aquela coceirinha no cérebro, pega a câmera. Eu acredito que as melhores fotos gritam o nosso nome.

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Foto: Juliana Rocha

Você também escreve superbem, conta um pouco da sua relação com as palavras:

Acho que eu quero ser escritora desde antes de aprender a ler. Uma das pessoas mais importantes da minha vida sempre esteve rodeada de livros e lia pra mim durante tardes inteiras. Desde pequena eu tenho um apego enorme aos livros (acumuladora!) e coleciono cadernos e cadernos meio escritos. Tenho poesias, desenhos, fragmentos de textos que eu nunca terminei. Eu vou escrever. Ainda não sei bem o que, nem como, mas eu não tenho dúvidas que esse desejo uma hora vai gritar meu nome.

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Foto: Derek Mangabeira/I Hate Flash

Seu instagram (@rochajuliana) bombou com o projeto de Copacabana e culminou em um livro de fotos lançado. Agora você está postando outro estilo de fotos. Já tem alguma nova abordagem pro seu perfil la ou ainda esta à procura de um novo projeto?

Estou tentando descobrir novos interesses. Comecei a fotografar bastante de câmera analógica. Quero desenvolver projetos em filme, mas ainda não sei bem o que. Eu tive um interesse de fotografar corpo, nudez. É mais por esse lado que eu estou indo… vamos ver!

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Fotos: Juliana Rocha

Quais seus fotógrafos e artistas favoritos?

Amo Edward Weston. Ruth Bernard – estou em uma fase esculturas. Brancusi, Giacometti, Renoir… tô fascinada por estudo de corpo e textura…

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Foto: Ruth Bernard

O que você acha imprescindível ter no armário pra montar looks cheios de personalidade?

Aí vai uma lista:

*Macacões. uns grandões, mais pesados, ou frouxos, são meus preferidos.
*Jeans daquele tipo que duram uma vida inteira, valem pra qualquer peça.
*Coisas da sua mãe/vó. Essas heranças que envolvem estilo, sentimento, memórias, coisinhas que ninguem vai achar igual por ai… AMO!
*Colares e pulseiras grandões. Aqueles que vc fica na dúvida, que acha que nunca vai usar, sabe? Sim, e você vai ficar maravilhosa.
*Amo coisas de linho, cortes retos…
*Acho que um óculos ‘forte’ levanta qualquer look.
*Peças brancas.
*Peças pretas.
*Chapéus. (Mas tá na hora de ir além do climinha boho, né?)

Imagem1Foto: Tiago Petrik

Você é de Fortaleza, então conta pra gente aquilo que você indica pra uma amiga fazer por lá:

Ir à praia do Futuro comer caranguejo. Acho imperdível! Conhecer o museu Dragão do Mar (gigantesco!) e as coisas por ali. É uma região portuária que está sendo revitalizada há seculos (não sei como ta agora).  Tem uma coleção legal sobre o ceará. A gastronomia também é um forte por lá, tem sorveterias mega diferentes, restaurantes orientais modernos… quase sempre tudo bem chique, rs. Tem um bar/boate lá que bomba desde que eu era adolescente, o Órbita. É moderninho e alternativo… até hoje meus amigos vão.

Aproveita e dá algumas dicas de Jericoacoara:

Tem que ir pra ficar pelo menos uma semana, entrar no clima da vila da praia, sem asfalto, experimentar restaurantes (tem mil maravilhosos! desde uns baratinhos até uns bem carinhos). Tentar fazer algum esporte por lá, tipo aula de stand up paddle, surf, kite, wind…. esporte a vela, bomba, é legal entrar no clima. E claro, ver o pôr do sol na duna. É realmente maravilhoso!

…….

O que mais ela vai aprontar? Tô louca pra ver (e fazer parte)!

lições de tinta e spray

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O que grafiteiros renomados e escolas municipais têm em comum? Eles se juntaram pra ensinar o graffiti aos estudantes e, juntos, colorir os muros das instituições. Com curadoria do artista, Toz, baiano radicado no Rio de Janeiro, internacionalmente reconhecido e um dos fundadores do coletivo Flesh Beck Crew, o P.A.Z (Paredes Art Zone) é um projeto que vale conhecer!

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Idealizado pela franco-brasileira Elodie Salmeron, produtora cultural e diretora da Valeu Produções, o P.A.Z conta com a participação de três outros grandes nomes do graffiti além de Toz: Bruno Bogossian – o BR, Marcelo Jou – o Fins e Wark. Durante este mês vai rolar uma oficina de graffiti em quatro diferentes escolas municipais da cidade,pra incentivar a criatividade dos estudantes e levar às salas de aula mais sobre essa arte urbana.

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Bati um papo com o casal Toz e Elodie pra entender mais do projeto, vem saber:

Pra vocês, como a cultura do graffiti pode mudar a vida de uma criança que ainda está na escola?

Lolo: Muitos artistas graffiteiros, eram “estudantes problemáticos”, não gostavam de escola, não gostavam de estudar, começaram com pixação… E no final, se tornaram artistas reconhecidos que vivem da arte deles. Eles são um exemplo bem interessante pras crianças, mostrando que o importante é se esforçar, não desistir… se você se dedica a o que você gosta, você consegue e arrasa!

Toz: Acho que pode abrir novos caminhos, sim e fortalecer aqueles que já tem algum talento pro desenho. A ideia é colocar arte na vida deles. Isso faz bem pra qualquer um em qualquer idade.

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Como costuma ser a recepção das crianças quanto às aulas de grafite? 

Toz: É sempre muito calorosa. Nunca dei aulas em escolas particulares, mas nas escolas públicas e comunidades que passei sempre é uma festa. Todos querem tentar pintar e se expressar. Já passei por bons momentos. Os alunos são sempre intensos. Sei que as professoras sempre se impressionam com o desempenho dos alunos que em aulas normais são ruins e na aula de graffiti o empenho e interesse são enormes.

Toz, conta pra gente um pouco qual o sentimento que bate na hora de fazer um grafite em um muro da cidade?

Toz: Eu amo pintar na rua. Pra mim cada muro é especial. Sempre procuro os abandonados e esquecidos. Me sinto um soldado das cores na missão de colorir meus caminhos. Sempre uma emoção diferente, nunca vou me cansar de pintar na rua.

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Como enxergam o cenário do graffiti no Rio?

Lolo: O cenário no Rio é muito vivo, e bem misturado, entre letras, personagens e pixações. Muitas peças pintadas com sprays. Quem graffita um muro no Rio vai ganhar os parabéns dos pedestres ou até da policia, isso é a primeira coisa que reparei quando cheguei aqui. Este “apoio” ao graffiti permite se deparar com peças grandes e trabalhadas dentro da cidade: murais grandes, com muitos detalhes… Coisa que é rara de ver em Paris por exemplo, onde a repressão é tão forte.

Toz: Eu acho que o Rio está cada vez mais forte, tanto em evento como em artistas, hoje temos diferentes artistas e muita qualidade entre eles, do cara que só faz painel ao que só faz bombs nas ruas. O Rio cresceu e o graffiti aqui também. Tenho orgulho de participar e ver isso tudo acontecer, acho que hoje a cidade já faz parte da cena mundial do streetart.

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Quais os muros da cidade que são mais interessantes pra vocês e os eventos culturais de arte de rua em que vale marcar presença?

Lolo: Têm dois bairros históricos do graffiti no Rio: Jardim Botânico e a Zona Portuária. É só passear pelas ruas desses lugares que você vai ver muitos graffitis, uns bem velhos, outros novos. Fora disso, Santa Teresa é também um bairro bem grafitado. Não posso esquecer o painel de 2000 m2 na Praça Mauá. Para os eventos, recomendo os eventos do Flesh Beck Grill, que mistura tinta, burgers e musica, o melhor da cultura graffiti!

Toz: Eu atualmente tenho pintado perto da minha casa-ateliê, que fica em Santa Teresa. Mas para o lado do Catumbi. Lá existem muitos muros e pouca gente pintando, pelo menos por enquanto. Existem painéis clássicos como da Pedra do Sal (Zona Portuária) na sede da B2W e também o de Santa Teresa, na Rua Almirante Alexandrino, próximo ao Bar do Serginho (Curvelo). Tem também o murão do CAP, na Lagoa, e o do Jóquei também. Esses são os maiores e mais legais em minha opinião.

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fotos: reprodução

Ficou curioso pra ver o resultado desse projeto tão bonito? Fica ligado nos muros das escolas Benjamin Constant, no Santo Cristo, José Pedro Varela, na Pavuna, Paula Brito, na Rocinha e Pedro Ernesto, na Lagoa. Vai ter pintura, e alma, renovadas! 😉

 

publicado aqui.

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publicado aqui.
bola_canoahavaianaA canoa havaiana é o novo esporte que faz a galera acordar cedo, remar junta, ver o sol nascer do mar e descobrir lugares secretos da cidade. Tá bom ou quer mais?canoahavaiana1

A remadora Gabi Latini, campeã brasileira no esporte, treina na Praia de São Francisco, em Niterói, e conta como começou: “Eu já observava e achava muito interessante, até que um amigo meu me indicou o Clube Hoa Aloha, fiz a primeira aula e me apaixonei, não parei mais. Sempre quis fazer um esporte ao ar livre.”

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“A canoa havaina me proporciona bem-estar me coloca em contato com o mar, ajudando a manter a mente limpa e transformar o esporte em um estilo de vida. Além disso, no caso da canoa de 6 pessoas, ainda aprendemos a trabalhar em equipe. Quanto ao corpo, toda prática de esporte faz muito bem a saúde, e o melhor que sinto no meu corpo é a força que ganho com cada treino pra alcançar meus objetivos.”

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Bruno Bezerra, além de comandar as empresas No Flagra, Fotocabine e Print.gram, também é do time que acorda cedinho pra remar e divide com a gente no insta @bbezerra84 esse estilo de vida super carioca. ”Participei da primeira turma da escola de canoa havaiana Clube Praia Vermelha Va’a. Eles saem de dois pontos, na Praia da Urca – que é pra iniciantes, mais fácil de remar – e da Praia Vermelha – pros mais experientes.

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Foi assim que comecei a acordar cedo, todos os dias às 5h20, o que é ótimo pois o dia rende mais e me sinto mais disposto. Outra coisa que eu curto é ver o dia amanhecer e conhecer o RJ de ângulos diferentes. Descobri até a Praia do Darke, em Niterói, que só dá para chegar lá remando!”.

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“Pra clicar uso uma GoPro Hero 3+. É um equipamento específico para esportes, fácil de utilizar e ainda vem com uma case à prova d’água. Tem também um acessório que funciona como um flutuador, assim você não corre o risco de perdê-la”.

Deu vontade de fazer uma aula, né?

a mais fotogênica

Eu ando bem de mal com o Rio, mas não pude deixar de fazer esse post no niver da cidade.bola_niverio

@bbezerra84

É aniversário do Rio, e hoje a gente faz um post em homenagem à cidade que tanto nos inspira, com os cliques que rolam no nosso insta @adorofarm. A ideia ficou ainda mais forte quando vimos que ela foi eleita a quinta cidade mais fotogênica do mundo…

niverrio3@alessandrafilpo, @carvalhando

O Rio das 26 praias, da galera que tem o mergulho no mar como ‘maquiagem’, como benção e ritual pra levar a semana de forma mais leve…

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 @carlosmonteiro_br, @johnygramm

O Rio que, com o problema que for, tem sempre o Cristo Redentor de braços abertos olhando pela gente. Quem não se sente mais aliviado ao olhar pra cima e esbarrar com ele?

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 @emiliarbg, @annaleticohen

O Rio dos infinitos laranjas, azuis e amarelos no nascer e no pôr do sol… se você nunca parou pra olhar, tem algo errado com a sua vida, amiga!

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 @pri_cruz, @mickaelnoah

Porque o Rio ao ar livre é o nosso tesouro, seja no topo de uma trilha ou sobre as ondas do mar.

bed & breakfast carioca

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Mesmo morando na Cidade Maravilhosa desde sempre, a gente adora conhecer novos lugarzinhos de hospedagem pra indicar aos amigos de passagem. E tem boa nova na lista: a Casa Beludi, um bed & breakfast que acabou de abrir no Cosme Velho!

Pra começar, a vizinhança tem jeito de cidade pequena, com casas, ruas tranquilas e mata ao redor. E ainda fica a poucos metros do Cristo Redentor, cartão postal master da nossa cidade! Privilégio, né?

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Da decoração ao staff (os próprios donos moram no local!) o lugar tem clima de casa de amigo, onde tudo convida a entrar e ficar à vontade. A mesa comprida, por exemplo, chama ao encontro entre os hóspedes na hora mais gostosa do dia: o café da manhã.

E quando o assunto é “bed”, são cinco quartos para todo tipo de bolso e gosto. Pode ser para casal ou grupo de amigos, tudo bem adaptável às necessidades! Ah, e o barulhinho da cachoeira atrás da casa tá incluso em todos, oba!

A pergunta que não quer calar por aqui: já pode fazer as malas, fugir de casa e passar um fim de semana lá? Delícia!

A Carioca vem aí!

Matéria linda que saiu na Veja Rio de domingo sobre o novo livro do RIOetc, do qual participei na pesquisa, entrevistando personagens e escrevendo alguns textos. Tô mega ansiosa pro lançamento, dia 22 na Travessa de Ipanema! Vamos?


Eu apareço aqui em cima 🙂 Mega feliz!