No paraíso: Fernando de Noronha – parte 3

Chegou a hora de falar das praias do Mar de Dentro, ou seja, o mar que fica entre Noronha e o nosso continente.

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As águas por ali são calmas e claras a maior parte do tempo, mas de Dezembro a Março ficam mais agitadas com a entrada do swell (explicação aqui). De qualquer maneira, as praias não deixam de ser lindas e se você só puder ir pra Ilha nessa época não precisa ficar triste. E se você surfa, pode ficar bem feliz.

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Nos dois primeiros dias da viagem as águas ainda estavam bem calmas, então curtimos um pouco dessa Noronha mais ‘plácida’ – a palavra não me sai da cabeça desde que fiz essa foto.

IMG_0075Sancho:

Foi a primeira que visitamos no Ilha Tour, e uma das que mais amamos. Não à toa, ela é considerada uma das praias mais lindas do Brasil. Merece super o título! Foi lá do Mirante, antes de chegar na areia, que tivemos essa vista clássica de Noronha (e caiu a ficha de que eu estava mesmo no paraíso):

IMG_0083No Sancho entramos na água com snorkel e logo vimos muitos peixes… tiramos algumas fotos com a Go Pro e também nos deparamos com uma tartaruga super fofa!

IMG_0001_6Cacimba do Padre:

Essa tem o privilégio de ter o Morro Dois Irmãos no seu canto esquerdo, e um mirante de frente pra eles, que leva pra Baía dos Porscos, e foi onde fiz essa foto. A praia me pareceu uma das maiores, e o mar já tava mais bravo – e cheio de surfistas – quando fui, mas não afetou em nada o clima delicioso. Depois de uma certa hora, as pedras do lado esquerdo formam uma sombrinha na areia, bom pra deitar e descansar um pouco do sol.

IMG_0033_4Americano:

Essa fica do lado da Praia do Boldró, que eu não cheguei a pisar, só ver de cima no Ilha Tour. Pra chegar lá é preciso fazer uma trilha pequena e rápida, tranquila. Tava deserta quando chegamos, só com esse mega coração desenhado na areia, achei romântico, hehe.

IMG_0045Cachorro:

O primeiro mergulho na Ilha foi na Praia do Cachorro, a praia ‘urbana’ mais próxima pra quem vem da Vila dos Remédios (centrinho de lá), ou seja, é fácil de chegar à pé pra gente ver o pôr do sol.

IMG_0029Demos aquele tchibum rápido porque o martava agitadinho e sentamos no bar na areia pra tomar a tão esperada caipirinha. E o barman não nos decepcionou, a danada tava ótima e ainda vinha nesse copo fluo todo style hahaha.

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Conceição:

Uma amiga definiu bem: essa é o Posto 9 de lá. Tem gente jogando altinha, fazendo slackline, jogando futvolei… mas tava vazia, então continuava uma delícia – sem nenhuma possibilidade de arrastão, hehe. O Bar do Meio dá de cara pra ela, e tem um serviço atencioso, comida ótima e caipirinha também, ver o sol se pôr dali é obrigatório.

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Do Meio:

Não tinha levado fé nessa praia, mas que engano. Chegamos lá pelos últimos dias e amei! É mais fechadinha que as outras, por isso não tava tão agitada quando entrou o swell. Tem pedras no cantinho  e fica entre a Do Cachorro e Da Conceição.

Bom, é isso. Pra qualquer praia que você vá, capriche no protetor solar, leve água, snorkel e se der, pé de pato! Aí é só aproveitar, e muito!

No paraíso: Fernando de Noronha – parte 2

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Resolvi dividir as dicas assim como dividem a linha: mar de fora e mar de dentro. Vamos começar pelo de fora?

O mar de fora está voltado pro continente africano, tem água mais escuras que o de dentro e durante o ano inteiro elas são ligeiramente agitadas.

DCIM124GOPROSueste:

É dividida em três partes por bóias que delimitam o uso dos banhistas. Na primeira só podemos mergulhar com colete, sem encostar o pé nos recifes pra não prejudicar a vida marinha. E claro, usar snorkel pra ver os peixinhos, tartarugas marinhas (vimos umas 4!), arraias, lagostas…e até tubarão. Mas calma, que eles não atacam gente, afinal, têm um marzão com alimentos bem mais apetitosos pra eles. Fiquei com medo, mas todos os guias juraram que nunca foi registrado um caso de ataque na ilha.

IMG_0869Dessa vez com snorkel eles não apareceram pra gente. Mas foi só ficar na beira do mar na parte liberada pra banho normal que vi três filhotinhos curtindo a espuminha do raso. Muito fofo! Achou ele na foto aí em cima?

IMG_0017_2Leão:

Algumas pessoas já tinham me falado que essa era uma das praias mais bonitas de Noronha, e quando desci no Ilha Tour pra ver de cima, entendi o que elas tinham falado. A areia é deserta, o mar agitado, mas lindo, e as montanhas ao fundo dão uma sensação de esconderijo. Pra lá que nós fomos no primeiro dia com o bugre, e valeu a pena. Não à toa, a praia é local de desova das tartarugas marinhas (não tava na época ainda). O mar é traiçoeiro, com algumas correntes, o guia tinha aconselhado mergulho da cintura pra baixo, mas conheci duas meninas que contaram que fizeram snorkel por lá, junto com um guia – provavelmente mais aventureiro que o meu!

IMG_1012Atalaia:

É preciso marcar com um guia pra conhecer essa praia, e meus amigos tinham indicado fazer a trilha ‘longa’ em vez da ‘curta’. O passeio dura 3h e fica mais caro, mas vale a pena, porque você conhece as piscinas naturais escondidas pela costa à esquerda da praia. Ali é mais um lugar superpreservado, onde você deve mergulhar de snorkel e colete pra ver a vida marinha nos recifes. E foi lá que nadamos pertinho de um tubarão, muito legal.

IMG_1031Mergulho:

Fiz meu batismo em Norinha, isso é, fiz meu primeiro mergulho lá! Isso é feito pros meros mortais que não têm curso de mergulho poderem conhecer a vida no fundo do mar também. Já no barco do Noronha Divers, no camiho pro ponto onde vamos descer (no meu caso foi Cagarras, na Ilha Rata) um instrutor vai explicando os procedimentos embaixo d`’agua – como respirar, se movimentar, fazer contato com o intrutor e equalizar a pressao no ouvido. Pode parecer difícil, mas é tudo simples e institivo, sem mistério.

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Medrosa que sou, quase abri mão desse passeio, mas ainda bem que tava com meu namorado pra ter coragem. Ele já tinha mergulhado e disse que era inesquecível e tranquilo. Cada pessoa que vai fazer batismo tem um instrutor pra si, que vai segurando a mão e regulando coisas como o ar no seu colete e no cilindro. Ou seja, eles fazem tudo, a gente só precisa respirar, relaxar e curtir. E vale muito a pena!

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Além de ver peixes lindinhos de várias cores e tamanhos, dá pra observar bem os corais e ainda esbarrar com arraias, moréias e até tubarão! Eu amei, só enjoeei um pouco enquanto o barco estava parado e esperava a minha vez de mergulhar.. por isso quem enjoa precisa tomar dramin antes de dar a largada, sem falta – nesse dia tomei outro remédio e não fez tanto efeito.

Em breve eu volto com as dicas do mar de dentro, ok? Espero estar ajudando e inspirado quem também quer conhecer Noronha =)

No paraíso: Fernando de Noronha – parte 1

 

Sabe aquele lugar que mexe com você só de ver uma foto (tipo essa…), ler uma matéria na revista? Aquele lugar que você sonha um dia conhecer, mas no fundo não sabe se vai rolar de ir mesmo? Pois bem, Noronha era tipo isso pra mim. Mas aconteceu, a viagem rolou, e o melhor: foi além de qualquer expectativa!

OS PREPARATIVOS

Passagem:

Minhas férias e do meu namorado coincidiram (graças!) de ser no começo de dezembro, o que é bom pra viajar pelo Brasil – pegar frio no hemisfério norte, nem pensar – a preço ‘normal’, quando ainda não começou a exorbitância da alta temporada. Ainda conseguimos as passagens pra Recife e de lá pra Noronha com 6mil milhas pela Gol (ida) e 10 mil pela Tam (volta). Só daí eu já sabia que tinha tirado a sorte grande, pois geralmente ida e volta pro paraíso não sai por menos de 40mil milhas! :O

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Pousada:

Pesquisamos muito em sites, blogs, grupos no Facebook, etc. As pousadas na Ilha são em sua maioria domiciliares, simples, mas arrumadinhas. Claro que tem as tops, mas não tava no nosso orçamento, até porque ficamos 1 semana. Depois de mandar email pra várias pra saber as tarifas e o que estava incluso (suite com ar condicionado?café da manhã?transfer do aeroporto?) decidimos pela Lenda das Águas, super bem avaliada no Trip Advisor, com fotos no site e atendimento atencioso por email.

Recolhendo dicas:

Perguntamos aos amigos que já tinham ido o que era essencial fazer por lá. Vários deram as mesmas dicas: alugar bugre, fazer Ilha Tour, mergulhar, levar snorkel, fazer o passeio do barco Trovão dos Mares, fazer aquasub (pranchinha presa ao barco onde vc é ‘levado’ olhando pro fundo do mar), assistir às palestras do Projeto Tamar, preparar a carteira pois a comida por lá seria cara. Juntamos todas as dicas num doc e levamos na viagem pra ajudar a montar os roteiros.

Na mala:

Fui uma de pessoa ‘elevada’ e restringi bastante as roupas na mala. O que deu super certo! Dois shorts, algumas regatas leves e dois vestidinhos de renda pra um programa à noite foram suficientes. Claro, não poupei nos biquínis, acho que levei umas 6 combinações possíveis. De sapato: um chinelo, uma alpargata arrumadinha e um tênis de corrida. Duas cangas (excelente ideia – deixar uma secando por um dia é bom, e além disso tem muita poeira e terra nos caminhos entre as praias, vale usar as cangas pra nao sujar a roupa no bugre). Protetor solar 30 pro corpo e 60 pro rosto, chapéu, óculos escuros, coisas pro banho e bastante leave-in pra domar a juba entre um mergulho e outro (ainda mais se vc fizer snorkel..). Quem enjooa, não pode se esquecer do Dramin pra tomar antes dos passeios de barco. Claro que lá tem farmácia, mas vai que tá em falta?

No mais, levei muita disposição pra curtir os passeios e as novas experiências que estavam por vir. Pro post não ficar giiiga amanhã eu conto mais de como é, finalmente, botar os pés nessa ilha maravilhosa! Aguarde 😉